Minha opinião sobre o T.O.C…

Nada é mais importante que o bem estar das pessoas. O ambiente deve ser o mais confortável possível. Nada deve coibir a espontaneidade de quem chega para estar conosco. O espaço não deve servir para constranger.

O obsessivo compulsivo limita os movimentos dos que estão à sua volta.

A casa deveria ser um meio – e nunca um fim. As pessoas é que são o sentido de tudo existir. Nada tem vida sem a presença do outro.

As coisas não sofrem quando usadas. As coisas podem ser trocadas, descartadas, consertadas ou customizadas.

Tudo deve existir para o alegria de todos: o contrário é patológico.

Mais importante é o prazer do encontro.

O que vale mais, uma alegria bagunçada ou uma limpeza triste? O que vale mais, a ordem que distancia ou a confusão que aproxima? De que vale ter se não for para o uso? De que adianta um lugar apreensivo e tenso?

O meio não deveria escravizar.

Não são as coisas que determinam o que faremos delas. As coisas só têm sentido quando amadas pelo seu uso.

Escancare as portas e janelas. Diminua os obstáculos. Não automatize o ambiente. Não congele a casa. Não robotize o movimento. Não determine espaços. Não delineie trajetos.

Permita que os afetos adentrem tudo. Deixe que as coisas absorvam energia. Deixe que os objetos exalem vida. Dê prazer ao espaço. Faça com que as pessoas – e não as coisas – tornem tudo melhor.

Só existe vida com o outro. Não funciona guardar as materialidades como companhia para a nossa solidão. As coisas são sem vida, sem troca, sem afeto e sem amor. Nada se compara – para nossos dilemas existenciais – a um abraço gostoso, uma boa conversa e boas risadas.

Autor: Evaristo Magalhães – Filósofo e Psicanalista