O QUE É VER A SI MESMO?

Evaristo Magalhães – Psicanalista
Atendimento online: WhatsApp 31 996171882

Ver a si mesmo não é se ver apenas em sua silhueta, peso, altura, cor, espaço e tempo. Não é se ver apenas em suas ideias, sentimentos, valores, crenças e sonhos.

Quem se vê apenas nisso, não se vê porque tudo isso é só uma máscara de si – uma vez que vamos e tudo isso fica.

Ver a si mesmo é ser capaz de se ver em suas verdades – e ser capaz de gostar disso.

Quais são as nossas verdades? Não sabemos de onde viemos e para onde vamos. Vamos envelhecer e vamos morrer. Perderemos pessoas amadas. Temos dores, angústias e medos que nos são inseparáveis.

Não seremos vencidos por forças alheias à nossa vontade. Na verdade, já estamos sendo vencidos por elas a partir do momento em que nascemos.

A imagem que formamos de nós mesmos, nossas emoções, ideologias projetos e utopias funcionam como um modo de objetificarmos quem somos. Quem ama esses objetos, no fundo, não se ama porque passaremos e tudo isso ficará.

Para onde iremos? Ninguém sabe. Ninguém que foi – até hoje – voltou para nos dizer que não acabamos em nada.

A humildade é a verdade da vida!

Instagram:@evaristo_psicanalista

SOMOS TODOS AUTORITÁRIOS …

Evaristo Magalhães – Psicanalista
Atendimento online: WhatsApp 31 996171882

Necessitamos de uma verdade. Não damos conta de sobreviver no adverso, no múltiplo e no contraditório. Não conseguimos apenas deixar fluir.

A existência é imprevisível. Jamais saberemos o que poderá acontecer daqui a pouco. Queremos controlar o incontrolável.

É por isso que quase nunca descansamos nossas mentes. Quando nos exaurimos de tanto pensar, apelamos para nossos corpos como modos de contenção.

Para a psicanálise, a verdade pode ser tanto uma ideia, um delírio, vício ou uma somatização. A verdade pode ser qualquer coisa que objetificamos para nos ocupar como fuga desse imprevisível.

É por isso que as pessoas se apegam de forma tão fanática a certos pensamentos, crenças, coisas ou doenças.

As pessoas não são arrogantes. No fundo, são inseguras, covardes e amedrontadas de seu existir.

É possível viver no fluxo? Sim. Os orientais sabem muito bem como fazer isso.

No entanto, nós ocidentais, com nosso excesso de cartesianismo, só sabemos existir coisificando tudo como tampão das nossas agruras e medos.

Vamos ver até quando sustentaremos essa cultura do ter para dar conta de ser.

Instagram:@evaristo_psicanalista

O QUE É A SENSAÇÃO DE ESTAR PERDENDO O CONTROLE DE TUDO …

Evaristo Magalhães – Psicanalista
Atendimento online: WhatsApp 31 996171882

A cultura nos ofereceu a palavra como uma forma de ludibriarmos nossos enigmas.

Ficamos ansiosos, angustiados ou em pânico quando sentimos que estamos perdendo o controle sobre nós mesmos.

O que é perder o controle?

Sempre quando estamos diante de uma coisa estranha – imediatamente – puxamos algo de dentro para nos ajudar a compreender o que está acontecendo.

Para nossos problemas cotidianos, já sabemos de quais recursos podemos dispor – e que funcionam.

No entanto, há o que nos surpreende, o que quebra a nossa rotina e que pode nos paralisar.

Quando isto acontece, logo tentamos lançar mão de alguma palavra, ideia ou pensamento que nos faça contornar isso de alguma maneira.

O problema é quando tentamos e não vem nada: nenhuma palavra, som ou gesto. Caímos no vácuo da existência. Perdemos o controle.

É daí que vem a angústia, a ansiedade e o pânico. Não sabemos o que fazer. Ficamos expostos e desarmados.

Todas as vezes que caímos nesse vácuo é como se toda a humanidade estivesse retornando para o seu grau zero de civilidade.

As gerações anteriores inventaram – para seus dilemas – o que dispomos hoje para as nossas questões. Precisamos fazer o mesmo – para nós mesmos – e para os que virão.

Estamos dando conta ou estamos blefando?

Se estivermos blefando, é a própria continuidade da humanidade que está sendo colocada em risco.

Instagram:@evaristo_psicanalista

NÃO EXISTE CRISE NO AMOR …

Evaristo Magalhães – Psicanalista
Atendimento online: WhatsApp 31 996171882

Não existe essa história de que o amor está bom hoje, pode piorar daqui a pouco e, até, acabar amanhã.

Os amores entram em crise porque os amantes se iludem de que o que pode ficar pior daqui a pouco já não está presente no que está bom hoje.

Sofremos porque fragmentamos o amor.

No amor, o daqui a pouco e o amanhã não estão disjuntos do hoje.

No amor, tudo o que acontece de pior, já está sendo gestado em tudo o que está acontecendo de melhor.

A questão é que não conseguimos pensar tudo junto. Ou seja, não conseguimos pensar o amor em todas as suas contradições.

Só conseguimos pensar a felicidade purificada de toda infelicidade. Isso não existe!

Nossos amores não entrariam em crise se déssemos conta de perceber que não existe a tristeza de amanhã separada da alegria de hoje. É tudo junto e misturado.

Quem gosta de pensar no pior? Ninguém. No entanto, o pior existe. Não existe amor perfeito.

Maturidade no amor não é acreditar em amor cor-de-rosa, não é delirar de amor ou divinizar o amor. É dar conta de aproveitar o que está bom – agora – sem sofrer com o fato de que tudo pode evaporar a qualquer momento.

Instagram:@evaristo_psicanalista

QUANDO É BOM SE DESCONECTAR DE TUDO?

Evaristo Magalhães – Psicanalista
Atendimento online: WhatsApp 31 996171882

Somos do blá-blá-blá. Entendemos por normal apenas aquela pessoa que se integra à sociedade pela capacidade de falar, negociar e convencer.

Nessa perspectiva, quem é mais calado passa a ser visto como tímido, regredido, incapaz, problemático e, até, depressivo ou esquizofrênico.

Seria a palavra o único meio de nos conectarmos com o mundo? Seria a palavra o único meio de encontrarmos um sentido para viver? Não.

A palavra está ligada ao tempo. Para falarmos, necessitamos marcar um antes e um depois, trazer o passado, confrontá-lo com o presente e apontar algo novo no futuro.

Nesse contexto, só é considerada normal aquela pessoa que possui um extenso vocabulário, que argumenta bem e que é capaz de seduzir pelo intelecto. Quem não possui essas qualidades é considerado um ignorante ou desconectado de tudo e de todos.

Podemos – sim – nos conectar com as pessoas pelo tempo, pela consciência dos fatos, pela história e pelos acontecimentos sociais. No entanto, não somos só o que captamos pela razão e o que transmitimos pela palavra.

Podemos nos conectar ao mundo pelo que é sem palavra. Ou seja, o mundo é – também – espaço repleto de formas, texturas, cores, sabores e sons que só podem ser contemplados e sentidos.

Quem disse que uma pessoa mais silenciosa está desconectada de tudo? Quem disse que conexão é só por esse falatório sem fim?

Você já experimentou se calar e tentar se conectar com as pessoas e com seu entorno apenas por aquilo que só pode ser sentido?

Instagram:@evaristo_psicanalista

NÃO CONTAMINE OS OUTROS COM SUA AUTOESTIMA BAIXA …

Evaristo Magalhães – Psicanalista
Atendimento online: WhatsApp 31 996171882

O que somos não está separado das nossas relações de amor, de amizade e de trabalho.

Ninguém consegue esconder as suas dificuldades – mesmo as mais íntimas.

As pessoas não escutam só o que falamos. Nossas expressões, gestos e movimentos – também – dizem muito de quem somos.

Comunicar é muito mais que só falar.

Uma pessoa com autoestima baixa acaba contaminando todo o seu entorno com o sentimento negativo que tem por si. Ela tende a achar que todo mundo sente por ela o mesmo sentimento que ela tem por si.

Em tudo há o que podemos não gostar. Quem somos ou seremos está na dependência do modo como interpretaremos o que sempre falta.

Há os fatos. Mas, há o modo como os vemos. Não podemos nos colocar fora da cena do que aconteceu, do que está acontecendo e do que acontecerá conosco.

Perfeito nunca será. Também, nunca será totalmente imperfeito.

Por que uma pessoa com autoestima baixa enxerga tudo como imperfeito? Freud fala de um gozo masoquista originário.

Instagram:@evaristo_psicanalista

O AMOR DO OUTRO NUNCA SERÁ SEU …

Evaristo Magalhães – Psicanalista
Atendimento online: WhatsApp 31 996171882

Não estamos amando e podemos vir a perder quem amamos.

Ninguém é só amor. Todo mundo é amor e desamor.

O amor é só uma borda do desamor. O amor é só um pequeno furo no imenso vazio do desamor.

Por mais que nos sintamos amados, nunca estaremos seguros do amor de ninguém.

O amor não é uma coisa fixa. Ninguém vê, ouve, toca ou pega o amor. Desse modo, não existe constância e regularidade no amor.

Podemos amar agora, amar menos daqui a pouco ou deixar de amar mais tarde.

Ninguém tem controle do que sente. O sentimento surge independente da nossa consciência. É por isso que do mesmo jeito que ele vem, ele vai. Jamais saberemos como isso acontece.

Desse modo, o desamor vive na espreita do amor. Melhor, vive embolado no desamor. Ele aparece quando – de repente – começamos a estranhar ou a achar distante quem amamos. Ele aparece quando paramos nosso olhar sobre o outro tentando adivinhar o que está se passando com ele. Isso não acaba nunca!

O desamor é essa sensação de nunca estar cem por cento seguro de como será o próximo encontro.

Não é só o amor que é assim. A contradição é a essência da vida. Não existe existência que não seja contigente. Sentimos angústia, ansiedade, pânico e medo. Sofremos porque temos consciência de que vamos envelhecer e morrer.

O animais vivem do mesmo jeito. Mas, como não têm consciência, não sofrem.

Não entendo por que queremos colocar o amor como algo diferente, especial e separado do resto da nossa existência.

Instagram:@evaristo_psicanalista

NINGUÉM NUNCA SERÁ AMADO COMO GOSTARIA …

Evaristo Magalhães – Psicanalista
Atendimento online: WhatsApp 31 996171882

Somos quem somos e quem gostaríamos de ser.

Quem somos é atravessado por angústias, depressões e ansiedades. Jamais saberemos de onde viemos e para onde vamos. Jamais saberemos qual amor o outro quer de nós.

Inventamos – sim – quem gostaríamos de ser apenas para suprimir essas angústias, depressões e ansiedades que atravessam quem somos.

Todo mundo quer ser amado como gostaria. Isso é possível? Não.

Para sermos amados como gostaríamos, nossos amores teriam que nos amar sem nos contrariar, angustiar ou nos deprimir. Isso não existe!

Portanto, quem somos é sem solução. Nem o maior amor do mundo pode nos livrar disso.

Faz sentido amar sem querer a plenitude de amar? Sentido até faz. Mas, na prática o sentido é outro.

Procuramos um psicanalista para sermos amados como gostaríamos. Ele, no entanto, é o único que nos devolve para quem somos – e sem que surtemos por causa disso.

Instagram:@evaristo_psicanalista