SOBRE OS MOTIVOS QUE ESTÃO DEIXANDO AS PESSOAS MAIS AGRESSIVAS …

Nosso problema é que achamos que conhecemos o outro: ele sai para o trabalho e quando volta achamos que ele vai chegar tão feliz quanto saiu. Quem dera!

Podemos até prever o tempo, as doenças e as guerras. No entanto, jamais conseguiremos prever as pessoas.

É por isso que ficamos agressivos, angustiados e depressivos. Só nos preparamos para viver certas emoções.

Ninguém é só emoção boa. Estamos o tempo todo sendo impactados pelo que acontece em nosso interior e em nosso exterior. Tudo pode nos afetar emocionalmente. Jamais saberemos acerca do que vai aparecer e do que vai acontecer.

Nunca encontraremos duas vezes igual com uma mesma pessoa.

Não controlamos nossas emoções. Tudo acaba. Tudo se esvazia. Para muitos esse esvaziamento chega como dor, desespero ou tristeza.

A grande sabedoria da vida – talvez – esteja em dar conta de existir nesse vácuo entre prazer e dor. Precisamos olhar para o prazer sem perder de vista a dor – e sem que essa dor interfira em nosso prazer.

A grande sabedoria da vida – talvez – esteja em dar conta de harmonizar essa ambiguidade insolúvel que somos em quase tudo.

Evaristo Magalhães – Psicanalista
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NÃO ACREDITO EM AUTOCONHECIMENTO …

Sei que o outro me ama. Contudo, há algo que age em mim me dizendo que isso pode não ser verdade.

O problema não é o poder que penso possuir sobre mim. Meu problema é com o poder que me falta sobre mim. Essa castração é minha – e ela vale para tudo em minha vida.

Não sei se vou acordar amanhã. Não sei se concluirei a viagem que comecei. Não sei o que o outro estará fazendo quando não estiver comigo.

Não tenho controle sobre meus medos, ansiedades e inseguranças. Sobre isso, ninguém pode fazer qualquer coisa por mim. Portanto, meu problema não é com o que sei. Meu problema é com o que não consigo saber.

Tenho que dar conta de existir nesse limbo entre o que posso e o que não posso – e sem que o que não posso me atrapalhe de dar seguimento em minha vida.

Evaristo Magalhães – Psicanalista
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É POSSÍVEL – SIM – SER FELIZ NO AMOR …

Nada é só o que parece – por mais maravilhoso que seja o amor. Tudo pode ser várias coisas.

Criamos – de cara – um problema quando tomamos o amor como sendo completo. Melhor, adentramos em um inferno amoroso – quando acreditamos nessa completude – porque passamos a nos sentir na obrigação de controlar tudo que possa interferir nela.

Ou seja, criamos uma fantasia de eternidade amorosa e ganhamos – de bandeja – uma paranoia amorosa. Passamos a ficar irritados com o que o outro está fazendo quando ele não está conosco. Ficamos angustiados com a possibilidade dele estar aprontando alguma. Ficamos ansiosos se ele está se entregando a algum outro amor que não seja o nosso. Tudo isso porque inventamos que podemos tê-lo todo nosso. Não podemos!

O amor não é completo nem incompleto. O amor é completo e incompleto. Amar é estar entre esses dois contrários. Como conciliá-los? Eis a saída para a felicidade no amor.

Evaristo Magalhães – Psicanalista
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NUNCA SEREMOS AMADOS COMO GOSTARÍAMOS …

Quem amamos nunca nos amará como gostaríamos. No entanto, mesmo sabendo disso, temos que amar como se outro fosse tudo para nós. Nenhum amor é possível se não for desse jeito.

Sabemos que nossos pais são falhos – mesmo assim precisamos tomá-los como nossos maiores heróis.

Sabemos da realidade – mesmo assim necessitamos colocar nela uma certa quota de ilusão para que as coisas façam algum sentido.

Contudo, ainda que coloquemos todo o amor que temos para compensar o amor que não temos, a vida nunca deixará de nos escancarar a impossibilidade que temos de atingir todo o amor que gostaríamos.

Desse modo, será possível manter toda a intensidade do amor se sabendo incapaz do amor que se deseja? Será possível se saber desamado sem que isso interfira em toda a intensidade de ser amado?

Evaristo Magalhães – Psicanalista
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É POSSÍVEL – SIM – AMAR SEM SURTAR …

Ficamos agressivos não porque perdemos nossos amores. Ficamos agressivos porque não conseguimos bancar – em nós mesmos – aquilo que poderia fazer com que o outro nos amasse.

Não existe amor pleno exatamente porque não podemos sustentar – por muito tempo – o que o outro ama em nós sem cairmos em alguma contradição.

Ninguém consegue manter sua suposta beleza vinte e quatro horas por dia. Ninguém consegue garantir sua suposta inteligência trezentos e sessenta e cinco dias por ano.

Somos ambíguos, contraditórios e incoerentes.

Infelizmente, só sabemos lidar quando está tudo muito bem. A questão é que nunca é só tudo bem – bem como nunca é só tudo mal.

Penso que o grande desafio do amor é encontrar esse lugar onde a ausência seja tão amada quanto a presença – e sem que isso coloque em xeque a continuidade da relação.

Evaristo Magalhães – Psicanalista
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O QUE É DEPENDÊNCIA EMOCIONAL?

Dependência emocional não é depender das pessoas. O problema não são as pessoas, mas o que esperamos delas.

Não é dos outros que dependemos emocionalmente. Infelizmente, nos escravizamos por uma determinada concepção de amor. Daí, não é o outro que queremos. O que queremos é o amor que entendemos como sendo a nossa felicidade. Queremos não a pessoa, mas o amor que achamos que ela pode nos oferecer. Ou seja, viramos dependentes desse amor.

Não existe o amor que pensamos. Insistir em um amor é o mesmo que perder a liberdade de amar. Não seria melhor deixar o sentimento circular livremente? Não seria melhor deixar o sentimento encontrar sua identidade própria?

O abstrato não é o concreto. As ideias não são as coisas. Não conseguiremos adequar a realidade ao que pensamos – ainda que a torturemos para isso.

Melhor é deixar o amor fluir. Na medida dessa fluência, espontaneamente, ele irá encontrar sua forma própria de ser. Desse modo, não nos tornaremos dependentes porque, caso esse amor venha deixar de existir, já saberemos que cada amor tem o seu modo próprio de ser. Ou seja, amaremos sem carregar conosco nenhuma dependência do que seja amor.

Evaristo Magalhães – Psicanalista
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MUITO CUIDADO COM AS SUAS IDEIAS …

Por que gostamos tanto das religiões, das filosofias e das ciências? Gostamos porque necessitamos de um norte para não entrarmos em pânico em nossas existências. Ou seja, necessitamos de algo com alguma objetividade porque não nos suportamos em nossas subjetividades. É nela que temos que nos ver em nossas contradições insolúveis.

O problema é que sacrificamos nossas verdades em nome de verdades que sabemos que não nos salvarão. Privamos de viver – ainda que de forma contraditória – para viver uma universalidade que nunca existiu para ninguém.

Não estou dizendo que as religiões, as filosofias e as ciências não sejam importantes. Pondero, apenas, o perigo que corremos quando reduzimos nossas existências às orientações ditadas por esses supostos saberes.

Na vida – o contraditório – é muito mais verdadeiro que qualquer doutrina, teoria ou laboratório. Nada nos livrará disso que as religiões, as filosofias e as ciências prometem nos livrar.

Precisamos incorporar esse contraditório em nosso cotidiano. Quanto mais ele estiver presente, menos traumatizados ficaremos quando ele resolver nos apresentar sua verdadeira face.

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NÃO ABRA MÃO DE QUEM VOCÊ É POR NINGUÉM …

O problema de abrirmos mão de quem somos pelos outros é que, em algum momento, nos daremos conta de que os outros não são quem esperávamos. Daí, corremos o risco de ficarmos sem nós mesmos e sem os outros.

Muitos acreditam existir um outro melhor de si. A questão é quando a vida lhes escancara que esse outro é uma grande ilusão.

É complicado viver achando que é possível ser mais do que se é.

Então, devemos deixar de projetar e sonhar? Não. O que não podemos é achar que podemos ser mais do que somos quando realizarmos nossos projetos e sonhos. Não podemos.

Não existe esse melhor. Ele deixa de ser assim que o conquistarmos.

É problemático querer se jogar inteiro para o que está lá na frente.

Não é o meu eu ou o meu outro. Sou eu e o meu outro – tudo junto.

Como se garantir com algo de si sem se perder nesse seu outro que nunca é? Eis – aí – o grande desafio para uma vida verdadeiramente equilibrada.

Evaristo Magalhães – Psicanalista
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DEUS É A MAIOR INVENÇÃO NEURÓTICA DO SER HUMANO …

Precisamos nos apegar a alguma coisa porque, caso contrário, ficamos sem motivos para justificar o nosso pior.

É por isso que o amor nos é fundamental. Pelo amor, no fim, partiremos felizes e com a consciência tranquila de que fomos capazes de fazer o bem para os nossos.

É por isso que precisamos que Deus exista. Sem Deus, não teríamos a promessa da eternidade para amenizar o pânico que temos da finitude.

É por isso que necessitamos de nos apegar às ideologias. Damos dignidade a tragédia da nossa morte racionalizando, para nós e para os outros, que valeu a pena ter lutado por um mundo melhor.

Ora, sabemos que nenhum Deus nos livrará e, sabemos, também, que nenhuma ideologia jamais dará conta sozinha de toda a complexidade da realidade.

Não é para a salvação da humanidade que criamos Deus. Não é para melhorar a vida de ninguém que criamos as ideologias. No fundo, criamos essas coisas para darmos algum sentido para nós mesmos – uma vez que não daríamos conta de ir até o fim sem, ao menos, um motivo para justificá-lo.

Evaristo Magalhães – Psicanalista
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NÃO EXISTE PESSOA PROFUNDA …

Não somos feitos de camadas sobrepostas. Ninguém se conhece indo do superficial ao profundo.

Somos conteúdo e vazio. Acontece que o conteúdo não tem o poder de preencher o vazio. Ou seja, existir é um eterno movimento do conteúdo sobre o vazio e do vazio sobre o conteúdo.

Portanto, não nos dividimos entre momentos de completude e momentos de ausência. Não é uma coisa e depois outra. A ausência acompanha a completude como o avesso – que mesmo sendo avesso – nunca deixa de ser visível.

Não somos vivos que vamos morrer um dia: somos mortos-vivos. Estamos morrendo enquanto vivemos. Não é uma coisa ou outra. É tudo junto.

Portanto, a morte-vida é a ausência-presença que somos. Diferentemente do animal que nada pode fazer em relação aos seus instintos, nós, não somos apenas um. Somos dois porque podemos reinventar infinitamente sobre esse um que somos – sem nunca suprassumí-lo.

Não é um diálogo que se esgota. Não existe ponto de ancoragem.

Já sabemos quem somos: somos nada. Essa é a nossa única verdade – que é intransponível. Temos que ver o que vamos fazer com ela. No entanto, sabemos que independentemente do que fizermos, ela nunca deixará de existir.

Evaristo Magalhães – Psicanalista
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