O QUE OS ARTISTAS TÊM PARA ENSINAR AOS PSICANALISTAS?

Na tragédia, os atores vivenciam dor, morte, desamparo e perda. Nenhum desses sentimentos – presentes na ficção – nos são estranhos na vida real.

No palco, os atores gritam e choram. No entanto, é tudo representação.

É importante repetir que o que é representado é apenas o grito e o choro. Em cena, a dor não pode ser representada. A dor tem que ser vivida. Caso contrário, não estaremos diante de um grande ator e, sim, de um canastrão.

Portanto, nada melhor que o teatro para nos ensinar a lidar com nossos desesperos, angústias, depressões e ansiedades.

Ou seja, precisamos dar conta de viver as nossas dores – sem gritar e sem chorar por isso. Precisamos carregar conosco nossas mortes, desamparos e perdas – sem angustiarmos ou deprimirmos por isso.

Os atores se angustiam e se deprimem. Mas só de brincadeira. Na vida real, temos que dar conta de ser assim também.

Ao menos na ficção, os artistas dão conta de vivenciar o pior de que somos – e sem enlouquecerem por isso.

Evaristo Magalhães – Psicanalista
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O QUE UMA PESSOA IMATURA PARA O AMOR?

Sempre achamos que podemos resolver todos os nossos dilemas amorosos. Podemos – sim – fazer concessões, acordos e combinados com quem amamos.

No entanto, não deveríamos amar o outro apenas nas questões dele que damos conta de contornar. Devemos amá-lo – também – nas suas mazelas que são sem solução. Ou seja, devemos amá-lo aonde ele mais nos perturba.

Só damos conta até o limite em que fica tudo bem. É por isso que passamos horas e horas ao telefone discutindo – em vão – a relação. Queremos amores sem angústias, ansiedades e medos.

Há – no amor – o que nenhuma palavra toca. Não adianta racionalizar, chorar, chantagear ou brigar.

Há o que os amantes só podem carregar um do outro – e sem que isso interfira na relação.

Quem quer um amor sem desavenças – seguramente – nunca saberá amar.

Evaristo Magalhães – Psicanalista
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É NORMAL TER ALGUMA ANSIEDADE OU DEPRESSÃO …

Somos racionais demais. Quem dera se o pensamento desse conta de tudo?! Não é só o pensamento que tem que responder. O corpo – também – tem que vir junto.

No entanto, entramos em desespero todas as vezes que o corpo aparece como resposta. Não deveríamos desesperar.

A resposta do corpo é igual a do pensamento? Não. Aparece no corpo aquilo que o pensamento falha ao responder.

Não é possível não trazer o corpo – exatamente – porque o pensamento não dá conta de tudo.

Ninguém vai para a escola para aprender a usar o corpo. Em nossa cultura, passamos décadas na companhia de livros e de professores para nos iludirmos de que o pensamento é capaz dar conta de tudo sozinho. Não é capaz!

É por isso que corremos para o psiquiatra quando nossos corpos aparecem em nosso socorro.

É uma pena que ainda não aprendemos a trazer nossos corpos como complemento do que não podemos racionalmente.

Evaristo Magalhães – Psicanalista
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POR QUE NOSSOS PAIS NOS DEPRIMEM?

Infelizmente, nossas famílias, escolas e religiões tendem a nos educar para a depressão, a ansiedade e o pânico.

É preciso deixar sempre lugar para uma última palavra.

Quando nossos pais, professores, padres e pastores nos apresentam um saber pronto e acabado, ao invés de nos preparar para a vida, eles nos preparam para fracassar na vida.

É perigoso tomar o saber como verdade. A verdade não existe.

Vamos deixar de viver porque a verdade não existe? Não. Precisamos ver o que vamos fazer quando nos depararmos com essa falta que nos constitui – e essa falta jamais se obstrui.

Impor uma verdade é se iludir de que a verdade existe. Melhor é levar a castração junto. Melhor é criar intimidade com ela. Melhor é saber que ela está sempre a nos espiar. Melhor é saber que algo terá que ser feito com ela.

Não admitir essa falta, é depressão, ansiedade e pânico – na certa.

Evaristo Magalhães – Psicanalista
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TENHO MUITA PREGUIÇA DE GENTE CONTROLADORA …

E quando o outro volta para casa? Será que é para casa mesmo que ele volta? E quando ele vai para o trabalho? E quando ele não para de olhar no celular? E se ele estiver mentindo?

É o que não sabemos do amor que nos atormenta e nos enlouquece.

Não existe nada capaz de conectar o que sabemos com o que não sabemos no amor.

Como continuar amando quando o outro pode estar nos enganando? Como continuar amando quando podemos estar sendo traídos?

Só daremos conta de amar quando formos capazes de integrar – conosco – isso que não controlamos do amor.

Como amar mesmo não podendo ver o que outro faz? Como amar mesmo não podendo ouvir as suas conversas? Como amar mesmo não podendo saber o que ele está pensando?

Na natureza é possível prever quando vai chover, esfriar ou esquentar. A natureza não é livre.

O amor é imprevisível porque existem milhões de amores no mundo – e nenhum é igual ao nosso.

O amor não funciona ligando a presença com a ausência. Temos que dar conta de pensar que quem amamos está conosco – mesmo não estando conosco.

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TENHO MUITA PREGUIÇA DE GENTE QUE GOSTA DE DAR CONSELHOS …

Não deveríamos desembestar a falar quando alguém perde um grande amor ou perde um ente querido por morte.

Precisamos deixar de lado essa mania de achar que sabemos sobre os dramas das pessoas.

É complicado falar pelo outro porque nunca estaremos com ele em todas as situações-limites que – seguramente – ele vivenciará ao longo de sua vida.

Também, falar pelo outro é substimá-lo de construir por si um saber sobre seus próprios infortúnios.

Não há ninguém que não produza alguma coisa mesmo sob o efeito de uma situação traumática extrema.

Podemos até discordar disso que está sendo produzido. No entanto, pode ser muito perigoso calar essa construção para impor a nossa. Seguramente, isso que estamos impondo retornará muito pior contra o outro ou contra nós mesmos.

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POR QUE A MATEMÁTICA NÃO SERVE PARA O AMOR …

Na matemática existe o um, o dois e o três.

Não podemos transpor os números para a nossa existência. O dois pode ser mil na nossa relação com o tempo, com a sociedade e com as pessoas.

A matemática ensina que é possível encontrar o resultado exato se seguirmos corretamente todos os passos da equação.

Infelizmente, transpomos esse modelo para as nossas relações familiares e amorosas. Ou seja, a matemática nos ensina que a exatidão é possível – e a vida nos transmite o contrário.

Nós, ocidentais, sabemos muito de matemática e pouco de vida. É por isso que sofremos com nossas mazelas sociais, familiares e amorosas.

Na vida, pode não vir o dois, o três e o quatro depois do um. O que vamos fazer com isso?? É o que a psicanálise chama de subjetividade.

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POR QUE NÃO É POSSÍVEL TORNAR CONSCIENTE O INCONSCIENTE?

O que significaria tornar consciente o inconsciente? Significaria conseguir desvendar todos os enigmas da nossa existência. Significaria saber de onde viemos, para onde vamos, por que envelhecemos e por que morremos.

Significaria não ter dúvida do amor do outro, da amizade, da lealdade e da sinceridade das pessoas por nós.

Significaria ter certeza de que nada de ruim vai nos acontecer. Ou seja, ter certeza de que não perderemos nossos empregos, não perderemos as pessoas que mais amamos e não seremos surpreendidos por nenhuma doença incurável.

Infelizmente, a religião, a ciência e a filosofia querem nos vender a ideia de que podemos passar sem o nosso inconsciente. Doce ilusão!

O fato é que se perguntarmos pela humanidade dos religiosos, filósofos e cientistas veremos que suas religiões, ciências e filosofias dizem muito de quase tudo, mas não dizem nada de si mesmos.

A humanidade não seria a mesma se os religiosos, cientistas e filósofos questionassem suas próprias existências do mesmo modo que questionam seus assuntos religiosos, científicos e filosóficos.

Se todos se colocassem dentro das verdades que dizem possuir descobririam que não possuem verdade nenhuma.

Do ponto de vista do inconsciente, ninguém sabe mais que ninguém e ninguém é melhor que ninguém.

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O QUE FAZER COM O QUE TE PERTURBA EMOCIONALMENTE?

É muito perigoso não saber o que fazer com o que perturba. Podemos descarregar isso em nossos sonhos, sintomas e esquecimentos.

O problema é quando nem o onírico, nem o corpo e nem os atos falhos dão conta de nos livrar disso.

Para onde pode ir o que não foi para os nossos sonhos, sintomas e esquecimentos? Pode ir para a realidade – de forma nua e crua. Esse é o grande perigo.

Não podemos subtrair nosso inconsciente dos recursos que temos para lidar com ele. Em contrapartida, não podemos achar que existe algum recurso capaz de dar conta de tudo dele. Não existe. É preciso não agir com ele. É preciso agir sobre ele – criando recursos novos.

Isso tem fim? Não. Nosso inconsciente escorrega por entre cada recurso que inventamos. E não adianta querer se programar pensando, imaginando e fantasiando. Ele é improgramável.

O inconsciente é o imprevisível, o que não sabemos e o que nos surpreende com angústias e ansiedades. A ciência pode antecipá-lo com previsões? Não. Quanto a ele, só podemos agir – e é esperado que não façamos nenhuma bobagem!

Evaristo Magalhães – Psicanalista
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MUITO CUIDADO COM AS SUAS EXPECTATIVAS …

O problema não é encontrar um grande amor, fazer cirurgia plástica ou defender uma determinada ideologia. O problema é a expectativa que se cria em torno desse grande amor, dessa cirurgia e dessa militância.

A expectativa tem a ver com nossos desejos, projetos, crenças e sonhos. E quais sonhos queremos realizar? O sonho de ser feliz no amor, de manter a eterna juventude e de construir a sociedade perfeita. Sabe quando realizaremos esses sonhos? Nunca.

Não existe o que sonhamos porque somos contingentes. Ou seja, ninguém tem a garantia de que o daqui pouco será igual ao agora. Tudo pode acontecer, para a nossa alegria ou para a nossa tristeza.

Desse modo, temos que tomar muito cuidado para não associarmos esse elemento castrado da nossa subjetividade aos nossos amores, nossas lutas estéticas e políticas.

O sentido do amor, da beleza e da utopia social não pode prescindir desse componente faltoso da nossa condição existencial. Nada dá conta dele.

Podemos encontrar – sim- um grande amor, a promessa da eterna juventude e a revolução social. Porém, nenhum amor, nenhuma beleza e nenhuma luta política é capaz de fazer parar o tempo.

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