NENHUM AMOR PODE SER COMPLETO …

Evaristo Magalhães – Psicanalista
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A vida não tem sentido sem seus mistérios. Não é o que sabemos que deveria ser a condição da nossa alegria de viver. É o que não-sabemos que deveria nos interessar.

Por que tememos o infamiliar? Quem disse que o estranho é apavorante?

Temos a faca e o queijo da felicidade em nossas mãos – e não a aproveitamos. Deduzimos – não sabemos de onde – que se formos além não gostaremos do que poderemos encontrar. Daí, falamos sempre as mesmas coisas, fazemos tudo sempre igual e congelamos nossos amores em padrões.

Não precisamos frequentar escolas ou ler livros para aprender que as pessoas são muito mais do que o que sabemos sobre elas.

Achamos que tudo acaba no limite dos nossos sentidos. Daí, achamos que o outro é só o que vemos, ouvimos, saboreamos, tocamos e sentimos dele.

Será que nossos olhos já viram tudo? O que é ver? O que é ouvir? Qual é o limite?

Por comodidade, coisificamos nossos amores. Por comodidade, morremos/vivos. O que é o outro? Ainda que nosso amor dure toda a eternidade, jamais saberei tudo dele.

Mude o jeito de olhar as coisas!

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TRABALHE COM A HIPÓTESE DE PERDER QUEM VOCÊ AMA …

Evaristo Magalhães – Psicanalista
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Não estamos seguros de nenhum amor. É sempre possível que nossos amores encontrem amores ainda mais amáveis que o nosso. Ou seja, temos que dar conta de amar a perda.

O dilema amor/desamor é sem solução. A consciência do desamor precisa ter a mesma medida da consciência do amor. O desamor precisa ser tão real quanto o amor

Temos que trabalhar com a hipótese do desamor? Sim. Mas sem que isso interfira na qualidade dos nossos amores. Também, não podemos ceder ao amor negando tudo do desamor.

Temos que nos permitir ao desamor sem que isso vire uma espécie insegurança louca. Temos que manter a crença na possibilidade da perda – de tal modo que ela não configure surpresa caso venha a acontecer.

Entre o amor e o desamor é impossível saber quem saíra vitorioso.

O amor é o que mais queremos. Contudo, não podemos usá-lo para negar o desamor.

De nada resolve odiar o desamor. Isso não o torna menos possível. Melhor é amar o desamor. Seria um problema a menos para a nossa alegria de viver.

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ANTES DE AMAR, AME-SE …

Evaristo Magalhães – Psicanalista
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Para sermos felizes no amor, precisamos amar – no mínimo – dois amores: um amor-social e um amor-pessoal.

São dois amores completamente diferentes. O amor-social diz respeito ao outro e o amor-pessoal diz respeito a mim mesmo.

Precisamos de um amor-social para dividirmos as conquistas e os dificuldades da vida real e precisamos de um amor-pessoal para as questões que ninguém pode fazer qualquer coisa por nós.

Portanto, não podemos confundir o amor-social com o amor-pessoal. Um é para o mundo e o outro é para si. Se o marido não possui amor-pessoal, certamente, ele projetará na esposa isso que lhe falta. No entanto, esse amor é o que temos de mais nosso. Ou seja, ninguém pode sê-lo por nós.

Você quer saber se seu companheiro possui um amor-pessoal bem constituído? Observe como ele reage quando você discorda dele!

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O QUE É EXISTIR?

Evaristo Magalhães – Psicanalista
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Entendemos por uma pessoa recalcada aquela que não deixa vir à tona seus sentimentos, fantasias e ideias.

Entendemos por uma pessoa travada aquela que é contida em seus gestos, movimentos e expressões.

Em contrapartida, entendemos que para uma pessoa ser feliz, bastaria que ela deixasse livre seus sentimentos, fantasias e ideias e se destravasse de todas as suas amarras físicas. Quem dera!

Há algo em nosso psicológico e em nosso físico que nos é muito mais aterrorizante que nossos recalques e travamentos. É disso que precisamos nos libertar.

Quem dera se fôssemos só sentimentos, fantasias e ideias! Não somos! Há algo ainda mais profundo em nossa psiquê. Há algo que circula entre nossos ossos e músculos – e que não queremos saber. É isso que nos aprisiona!

O que é isso? Não sabemos porque nos falta palavras. Precisamos separar isso de tudo que sabemos para criarmos um jeito próprio de nomear isso. Só assim descobriremos o verdadeiro sentido da palavra existir.

Caso contrário, viveremos escravos disso – e reagindo com angústias, ansiedades e depressões para não enlouquecermos diante disso.

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TODO AMOR É SUBMISSO …

Evaristo Magalhães – Psicanalista
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Não amaríamos se fôssemos livres. O que seria a liberdade no amor? Seria poder pensar e fazer o que quiser – mesmo estando comprometido com alguém.

Isso é mentira porque não existe a menor possibilidade de quem quer que seja sobreviver pensando e fazendo tudo o que deseja.

Chega uma hora que temos que nos submeter ao outro que está conosco. Temos nos submeter ao que não dominamos nele. Temos que nos submeter – a isso dele – que mesmo que tenhamos todo o pensamento do mundo, jamais saberemos de que se trata.

Chega uma hora que temos que nos submeter ao fato de que não podemos controlar tudo. Caso contrário, sufocaremos quem amamos com nossa possessividade.

Chega uma hora que temos que nos submeter ao fato de que não temos poder de impedir ninguém de nos trair ou de nos abandonar.

O que mata o amor é a arrogância. É a pretensão de se achar dono do outro.

As pessoas enlouquecem porque querem controlar esse impossível do amor. Tudo da filosofia e da psicologia nos diz que temos que nos submeter a ele.

Temos nos render ao limite que temos sobre o outro. O amor só pode ser pela metade. Quanto a essa outra metade incontrolável do amor, temos que nos submeter aos seus caprichos – e apenas torcer para que não venha o pior.

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ESCOLHA PELA ALMA …

Evaristo Magalhães – Psicanalista
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Por que muitas pessoas escolhem pelo físico? Porque é o que o ser humano tem de mais regular e constante. Quanto maior a constância e a regularidade, menos conflito e menos decepção.

Por que muitas pessoas não escolhem pela personalidade? Porque ninguém é cem por cento bem resolvido psicologicamente. Emocionalmente, somos contingentes e contraditórios.

No entanto, quem é escolhido pela personalidade, tem menos chance de viver relacionamentos abusivos, tóxicos, ciumentos e possessivos.

O físico quase não tem dificultador – porque é uma coisa. As pessoas se olham, se avaliam e se medem. Daí, basta um olhar que o negócio acontece. No entanto, quando ocorre alguma diferença, a reação – também – aparece no físico. Não há conversa, flexibilização e tolerância. Tudo é resolvido na base do dois mais dois são quatro. Vira um inferno.

Quem escolhe pela personalidade, tende a saber lidar melhor com as frustrações porque, nesse caso, não existe constância e regularidade na relação. O casal está preparado para tudo – inclusive para o rompimento.

Desse modo, quem opta pelo físico, escolhe pelo contorno, pela silhueta, enfim, pelo que é visível. O invisível é sem importância. É por isso que ele causa tanto impacto quando aparece.

A questão é que ninguém é só imagem. Não é possível deixar a alma do lado de fora de nada. O ideal é buscar um equilíbrio.

Seguramente, não é por problemas com a imagem que os casais se desentendem. Estamos muito bem de imagem. Hoje, podemos comprar o corpo que quisermos. Falta-nos cultivar um pouco mais os sentimentos e as emoções. Isso não se compra!

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NUNCA SEJA O GRANDE AMOR DA VIDA DE NINGUÉM …

Evaristo Magalhães – Psicanalista
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O amor deixa de fazer sentido quando quem nos ama satisfaz todas as nossas vontades.

É por isso que não suportamos os amores grudados demais. Deixamos de existir quando alguém se dispõe a realizar todos os nossos desejos.

É por isso que o amor só faz sentido se for livre. Preciso ser eu mesmo com quem amo porque é na minha diferença que me faço existir para ele. É a minha liberdade que alimentará o amor dele por mim – porque é a partir dela que ele nunca estará seguro de me ter.

O outro não pode achar que me conhece por completo. Não pode achar que sou dele. Isso é qualquer outra coisa, menos amor.

O que seria o amor, então? O amor seria realizar a completude do outro, mas deixando em aberto alguma brecha nessa completude. Sem essa brecha, não há amor.

Somos – não naquilo que preenchemos no outro. Somos – naquilo que faltamos nele.

O outro nunca pode achar que sou dele. Pelo contrário, o que ele precisa é ter de mim a certeza de que nunca me terá. É essa certeza que alimentará o nosso amor.

Como ser o amor da vida do outro não sendo o grande amor da sua vida? Eis o segredo para a felicidade no amor!

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MUITO CUIDADO COM QUEM QUER CUIDAR DE VOCÊ ….

Evaristo Magalhães – Psicanalista
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Nunca cuidado é só cuidado. Tudo tem vários lados. A mãe, ao cuidar, está dizendo para o filho o quanto ele é frágil.

Carregamos uma certa raiva, um certo ódio, uma certa hostilidade pela condição de desamparo que somos existencialmente. É essa agressividade que aparece quando cerceamos a liberdade do outro com nosso amor devotado.

Tudo que é amável é, também, agressivo. Amamos para não perder. Quer coisa mais egoísta?

O que procuramos é não deixar essa agressividade vir à tona. É daí que ela aparece entremeada na forma de desconfiança do amor ciumento.

Portanto, as palavras amor e cuidado nunca são só bonitas. Precisamos nos livrar do que nos atormenta. E não existe melhor jeito de realizar isso que fazendo o outro sofrer através de um amor possessivo – mas disfarçado de bonitinho.

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