NINGUÉM VAI AO PSICANALISTA PARA SE CONHECER …

Evaristo Magalhães – Psicanalista
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Procuramos um psicanalista porque estamos sofrendo. Ou seja, há algo em nós que não sabemos. Daí, mergulhamos em nossas dores, conflitos e enigmas.

Ao longo do processo, vamos identificando nossos recalques, carências, medos e tristezas. Ou seja, achamos que estamos nos conhecendo. Não estamos!

Não somos o que podemos saber sobre nós mesmos. A cura em psicanálise começa onde termina todo e qualquer saber sobre si

É mentira que estamos caminhando para saber mais. Na verdade, estamos indo de encontro ao que nenhum saber toca.

A psicanálise quer esgotar todos os saberes possíveis de uma pessoa – até que ela desemboque em zero de saber sobre si.

Ninguém deita no divã para sair purificado de tudo o que não sabe de si. Procuramos um psicanalista para enxergarmos e tomarmos o que em nós nenhum saber toca.

O que vamos fazer com isso? É de cada um!

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O QUE É UM AMOR CROCODILO?

O QUE É UM AMOR CROCODILO?

Evaristo Magalhães – Psicanalista
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Por que a mãe ama incondicionalmente seu filho? Para impedi-lo de amar qualquer coisa que não seja ela. No entanto, nenhuma mãe consegue ser tudo para um filho.

Nenhum amor consegue ser tudo para outro amor. É porque não conseguimos ser tudo, que quem amamos precisa buscar fora de nós o amor que não temos para ele.

O que é amor, afinal? É dar conta de se contentar com o amor que o outro nos ama e com amor que não somos para ele.

Perdemos porque achamos que podemos ser a completude de todo mundo.

Conheço pessoas que enlouqueceram porque não conseguiram se libertar da voracidade de seus amores crocodilos.

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POR QUE A PAIXÃO É UMA DOENÇA?

Evaristo Magalhães – Psicanalista
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A psicanálise diferencia luto de melancolia. O luto pode ser substituído. O luto é suportável. A melancolia, ao contrário, é insubstituível. É o nada. É o insuportável.

A melancolia é a angústia. Ela se apresenta como abismo. Já, o luto, se apresenta como furo.

A paixão é melancólica.

Por que endeusamos certas pessoas? Por que só queremos viver para quem estamos apaixonados? Por que enloucemos só de pensar em perder o objeto da nossa paixão?

Nosso problema não é o objeto que escolhemos para divinizar. Nosso problema é o lugar que esse objeto ocupa em nossas vidas. Ele ocupa o lugar da angústia, do vazio e do insuportável. É por isso ele que nunca pode se apresentar como objeto perdido.

Não é o outro que tememos perder. O que tememos é o vazio que sua ausência abrirá em nós.

Quer se envolver com alguém? Primeiro aprenda se virar com seu insuportável!

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AMAR A AUSÊNCIA …

Evaristo Magalhães – Psicanalista
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O outro se despede. Será que ele foi para casa mesmo? Será que ele está no trabalho agora? Que será que ele tanto olha no WhatsApp?

O que faremos com o fato de que não temos certeza se o outro foi para casa mesmo ou se está no trabalho? O que faremos com essa dúvida?

A questão não é o que o outro está fazendo quando não está conosco. A questão é o que faremos quando não estamos com ele.

Quando o outro se despede, ele vai de encontro a outros desejos seus. Isso quer nos dizer que não somos os únicos desejos dele.

E quanto a nós? O outro é o nosso único desejo? É por isso que muitos enlouquecem por amor.

O problema não é o outro. O problema é o que fazer de si quando quem você ama deixa de cumprir essa função que deveria ser toda sua.

Só namore alguém que dê de ficar bem na sua ausência!

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O QUE É A LGBTFOBIA?

Evaristo Magalhães – Psicanalista
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O que acontece quando um adulto diz para uma criança que sexo é coisa feia, suja, doentia, pecaminosa e criminosa? Esse adulto impede a essa criança de adentrar com seu sexo no campo da linguagem e da cultura.

Fora da linguagem e da cultura, o que essa criança fará com seu sexo? Como ela reagirá quando for tomada – novamente – por seus desejos sexuais?

Como reagimos diante de um objeto estranho? Com angústia, ansiedade, fobia e pânico. De todas essas reações, quais são as mais problemáticas? A fobia e o pânico.

No caso da fobia, o sexual passa a ser visto como monstruoso e degenerado.

No caso do pânico, o sujeito sequer consegue colocar algum objeto no lugar do seu sexo. Diante de seu sexo mortificado, ele pode reagir mortificando o sexo do outro.

É por isso que temos a Lgbtfobia e grupos de extermínio de Lgbts.

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O QUE É A HIPOCRISIA?

Evaristo Magalhães – Psicanalista
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Na matemática, o dois vem depois do um e o três vem depois do dois. Na subjetividade, não é assim que funciona. Tem mais coisas entre o um e o dois e entre o dois e o três.

A vida não é uma linha reta. Tem muita coisa nas laterais, abaixo e acima dessa linha.

O melhor modelo para subjetividade é o sono e não a lógica que conhecemos. O sono é recortado por sonhos e pesadelos.

Somos mais verdadeiros quando estamos acordados, dormindo, sonhando ou tendo pesadelos? Impossível saber.

Quem disse que o dito normal está mais próximo da verdade que o dito louco? O que é a verdade?

Há quem diga que – na intimidade – todo mundo experimenta outras lógicas. O problema é a hipocrisia!

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NÃO QUEIRA SABER O QUE É O AMOR …

Evaristo Magalhães – Psicanalista
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Nunca dará certo aquele amor que se deixa guiar por um conceito do que seja um amor certo.

Não existe amor certo porque é impossível precisar o que seja certo no amor. O que é certo? Não existe resposta para essa pergunta.

O amor real é outra coisa muito diferente do amor abstrato. Não existe o amor abstrato. O amor não se encaixa em nenhuma lógica. A lógica do amor é a contradição e a contingência.

Não é possível querer adequar o amor a nenhum conceito. O amor é para ser vivido porque nenhum encontro é igual. Nenhuma transa é igual – porque não somos constantes e regulares.

O fato de que não somos os mesmos não significa que seremos piores daqui a pouco. Não seremos piores e nem melhores. Seremos apenas diferentes – porque somos infinitos em sensações. Ninguém sente igual o tempo todo.

Desse modo, o que mata o amor é o excesso de comparação, julgamento e racionalização.

O amor não é para ser pensado. Deixamos de viver os sentimentos em suas intensidades próprias quando achamos que podemos medi-los. Perdemos de viver todas as nuances de nossos amores quando queremos congelá-los em determinados conceitos.

A tensão não é do amor. A tensão é de quem ama!

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DESCONFIE MENOS E AME MAIS, POR FAVOR!

Evaristo Magalhães – Psicanalista
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Desconfiar é trazer para o amor coisas que nada têm a ver com o amor.

Não faz sentido um beijo desconfiado. Nada mais brochante que misturar sexo com caramiolas.

Não faz sentido deixar de sentir tudo do cheiro do outro para procurar – nele – cheiro de outrem.

Ninguém tem cem por cento de certeza do amor de ninguém. Por isso, não faz sentido perder tempo pensando em quantas bocas o outro beijou antes de beijar a nossa. Não faz sentido perguntar se ele dividiu a cama com alguém antes de dividir a cama conosco.

O amor não é o que aconteceu ou que pode acontecer. Amor é o que está acontecendo. Amor é presença, corpo, sentimento e tesão. Amor é liberdade, entrega e fruição.

Não podemos confundir ser amante com ser detetive ou investigador. Isso não é amor. Isso é insegurança, imaturidade, baixa-estima, dependência ou medo de perder.

A desconfiança bloqueia – quem ama – de amar tudo do amor do outro. E ninguém suporta um amor de olhares atravessados, corpos fazendo doce, indiretas idiotas e piadinhas de mal gosto.

Desconfie menos e ame mais, por favor!

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TODO AMOR DEVERIA COMEÇAR PELO PIOR DE CADA UM …

Evaristo Magalhães – Psicanalista
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Não deveríamos começar nenhum amor sem – primeiro – amar os outros de nós mesmos. É porque não nos amamos – no que não somos – que não damos conta de amar o outro naquilo que ele não é.

Portanto, todo casal deveria começar amando o pior de cada um.

A vida é – também – um filme de terror. No entanto, nenhum filme sobre esse nosso lado deveria ser de terror, mas de amor. Brigamos, alcoolizamos, usamos drogas, deprimimos e revoltamos porque não sabemos amar a verdade de terror que – também- somos.

Todo filme de terror sobre a vida deveria ser de amor sobre a vida.

Quem dera se pudéssemos só conjugar amor com amor?! Quem dera se pudéssemos fazer com que depois da palavra amor só viesse outra palavra amor?! Não podemos!

Quem não gostaria de ser só amor? No entanto, essa não é a verdade da vida. Somos – também – verdades opostas à do amor. E sendo verdades, não podem ser camufladas ou negadas.

É possível ser só amor? Sim – com a condição de que comecemos por amar em nós tudo o que não somos de amor. Só assim estaremos preparados para amar o outro em todos os seus outros.

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POR QUE TODO MUNDO TEM ALGUM TRANSTORNO PSICOLÓGICO?

Evaristo Magalhães – Psicanalista
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Nascemos ganhando. Ganhamos um nome, um sobrenome, roupas, brinquedos, família, escola e religião. Foi disso que viemos.

Isso funciona igual para todos? Não. Os distúrbios psicológicos vão variar conforme isso vai ressoar em cada um.

É importante dizer que isso não chega completo para ninguém. Para o suicida, tudo isso se perdeu e, para o depressivo, ainda resta alguma luz disso na fresta da janela.

É porque a família, a escola e a religião não nos foram suficientes, que precisamos forjar compensações doentias para evitarmos o pior.

Existe outra saída que não seja essa dos transtornos mentais para lidarmos com essa ficção que nos foram passada por nossos pais, professores, padres e pastores? Sim. Teríamos que abrir mão desse blá-blá-blá todo e inventar nosso próprio vocabulário. Ou seja, um vocabulário que chegasse perfurando, cerzindo ou sulcando isso que o que herdamos não passou nem perto.

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