O QUE É UMA PESSOA ANGUSTIADA E ANSIOSA?

Evaristo Magalhães – Psicanalista
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Nunca saberei quem sou pensando sobre mim. Posso me ver, me ouvir e me sentir. No entanto, jamais conseguirei me traduzir em palavras. As palavras não são o que vejo, ouço e sinto.

O que meu nome tem haver comigo?

Posso saber de mim através do outro – na medida em que ele me confirmar o que estou dizendo? Não. Jamais estarei seguro de que o outro esteja me dizendo a verdade.

Há um intervalo entre o que falamos e o que gostaríamos de dizer. É nesse intervalo que se encontra a origem da ansiedade e da angústia.

Nosso maior problema é o que não damos de dizer. É esse vazio que nos apavora.

O que fazer com essa falta que comprime nosso peito, que tira nosso sono e que nos faz correr atrás de quem nos iludimos que seria um antídoto para ela? Não é a palavra que nos dará o caminho da felicidade.

Somos essa angústia. Temos que dar conta de dizer com ela junto. A questão é que declaramos guerra contra isso com uma arma que não é capaz de vencê-la.

Seria a palavra a nossa única arma? E se mudássemos nosso modo de enxergar a angústia?

Os orientais sabem muito bem o que fazer com ela!

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O QUE SÃO AMORES TÓXICOS?

Evaristo Magalhães – Psicanalista
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A verdade é que é abusiva. Por que? Porque a verdade não existe.

Abusivo é a relação que certas pessoas possuem com a linguagem. Tóxico é achar que as palavras fotografam as coisas. Não fotografam!

Possuir alguém é só uma alegoria. É uma ilusão que ameniza nossos desamparos.

No entanto, não podemos levar a possessão ao pé da letra.

Não podemos achar que o outro pode deixar de ser tudo dele para ser tudo nosso. Não podemos achar que o ocupamos por dentro e por fora, dos pés à cabeça, dos ossos aos poros. Não podemos achar que somos a sua respiração, seu tato, sua escuta e sua visão. Não somos!

Podemos até pensar, mas não podemos achar que é.

As palavras que usamos para nos referir ao amor – se não questionadas – podem destruir o amor.

Infelizmente, temos um vocabulário muito ruim para descrever nossas relações amorosas. No amor, a palavra possuir deveria ser apenas uma brincadeira.

Tudo o que dizemos pode ser dito de infinitos modos.

A pessoa se torna abusiva quando leva ao pé da letra as frases: você nasceu pra mim, somos feito um para o outro e sem você minha vida não tem sentido. Podemos usar essas frases para nos referir às coisa e, nunca, às pessoas.

Mesmos assim, concretamente, ninguém é dono de nada nessa vida!

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MUITO CUIDADO COM QUEM TE DIZ EU TE AMO …

Evaristo Magalhães – Psicanalista
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É impossível se sentir seguro no amor. Não existe amor cem por cento completo. É por isso que sempre estamos pedindo provas de amor.

Podemos declarar que amamos a vida inteira que jamais estaremos seguros – ainda que a resposta seja dada em alto e bom som.

Quantos não gostariam de ter em mãos uma tomografia computadorizada do amor do outro?!

Desse modo, por mais que o outro nos demonstre, nunca estaremos certos de seu amor.

O amor não é uma coisa. Só acessamos o amor por linguagem oral ou gestual. Sendo o amor linguagem, ele pode ser amor e pode ser mais uma infinidade de coisas – tanto que podemos ser surpreendidos com juras de amor e, em seguida, com um eu não te amo mais.

Portanto, o amor não é para ser pensando e nem cobrado. O amor é para ser vivido. Não vale perguntar se ele existe ou não. Importa é o que temos dele – aqui e agora.

Se o teremos depois, só nos resta torcer.

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O AMOR NÃO É A NOSSA SALVAÇÃO …

Evaristo Magalhães – Psicanalista
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Somos muito mais complexos que qualquer coisa. Não entendo como alguém pode colocar toda a sua complexidade em um único objeto.

É fato que podemos conversar, tocar, beijar e transar com quem quisermos.

No entanto, o que nossos dramas existenciais tem haver com conversar, tocar, beijar e transar? Em princípio, uma boa companhia pode apenas – parcialmente – nos fazer esquecer de tudo o que mais nos apavora.

Não podemos associar o fato de que estamos amando como se isso pudesse nos livrar de nossas ansiedades, depressões e pânicos. Nada e nem ninguém pode nos livrar disso.

É bom amar? É bom ter alguém? Claro.

Contudo, o amor nos completa muito pouco. O amor é só um aspecto do nosso existir.

O que ele reveste? Não sabemos. Não podemos é achar que ele reveste tudo.

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SOMOS TODOS CASTRADOS …

Evaristo Magalhães – Psicanalista
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Somos castrados. Não podemos tudo. Vamos envelhecer e vamos morrer. Isso nos é constitutivo. Nada podemos fazer contra isso.

Contudo, esse nosso fracasso existencial não está apenas em nossos cabelos esbranquiçados, em nossa pele enrugada e em nossa perda de vitalidade. Esse fracasso aparece – também – na nossa relação com os objetos e com as pessoas.

No entanto, esquecemos disso e achamos que podemos ter tudo e todos que quisermos. Não podemos!

Portanto, somos castrados existencialmente e essa castração aparece no que não podemos comer além da conta, nos objetos que compramos e que nos iludimos que amenizarão nossas angústias e nas pessoas que sufocamos com nossos amores.

Não somos eternos e jamais seremos jovens a vida inteira. Isso que não somos aparece em tudo o mais de nossas vidas.

Nunca ficaremos cem por cento satisfeitos com qualquer coisa que comprarmos ou com qualquer pessoa que nos envolvermos.

Podemos gostar do que temos? Podemos amar as pessoas? Sim. Mas, temos que amar – também – isso que não somos existencialmente e que vem grudado nas coisas e nas relações que nos atravessam.

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AME SEU INCONSCIENTE …

Evaristo Magalhães – Psicanalista
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O bebê não necessita só de comida. Ele precisa – também – de amor. Para tanto, ele tem agradar a sua mamãezinha dando conta de dizer o que ela quer ouvir.

É assim que adentramos no mundo da civilização. É assim que nos sentimos amados e não discriminados pelo outro. Ou seja, temos que dar conta de nos fazer entender por ele.

Contudo, nunca estaremos certos de que seremos compreendidos. É por isso que precisamos voltar atrás, explicar melhor ou inventar outra forma de dizer.

O inconsciente não é uma caixinha fechada escondida dentro da nossa cabeça. Não é – também – um acontecimento traumático esquecido em nossa memória.

O inconsciente existe porque nos relacionamos.

O inconsciente é a angústia que nos acompanha por não conseguirmos dizer tudo o que gostaríamos. Ele é a palavra que nos falta. É o que nos toma – e sem que consigamos dar um nome para isso.

Todo depressivo prefere enfurnar no nada do que encontrar uma palavra que faça algum sentido.

Toda pessoa que sofre de transtorno do pânico prefere se entregar ao medo do que tentar inventar uma borda para o seu desespero.

Nosso inconsciente é quando abrimos a boca. É quando temos que dar conta de adivinhar o que o outro quer de nós. Isso é possível? Não. Vamos desistir? Não.

A cura para o pânico e para a angústia depende da ginástica que somos capazes de fazer com as palavras.

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AME O QUE TE CAUSA PÂNICO …

Evaristo Magalhães – Psicanalista
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A palavra não é a completude. Mas, nos dá a esperança de encontrá-la.

Não podemos atingir a completude. No entanto, mesmo o vocabulário sendo infinito, carregamos o sonho de um ponto final.

A questão é que há o que é sem palavras.

Podemos ver, ouvir e tocar. No entanto, entramos em pânico quando não conseguimos identificar de que se trata.

Tememos a escuridão, o silêncio e o vazio porque não temos controle do que pode aparecer. Por isso, dormimos de luz acesa e com a televisão ligada.

É por isso que tanta gente se apega a objetos, crenças e pessoas.

No entanto, nunca saberemos tudo. Não é possível ver, ouvir e tocar tudo de tudo. O universo tem mais mistérios que verdades.

O que vamos fazer com isso? O ideal é manter sempre capenga o que sabemos.

Não temos alternativa senão amar a nossa ignorância.

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POR QUE NÃO SABEMOS AMAR?

Evaristo Magalhães – Psicanalista
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Só existe amor na ausência. O amor deixa de existir quando estamos certos dele. Só queremos quando nos falta.

Ninguém pode ser de ninguém. Não é pleno quando é meu. Pelo contrário, perco tudo quando acho que tenho tudo.

Um beijo não faz sentido quando achamos que já beijamos tudo. É necessário que falte algo para que faça sentido continuar querendo.

A mesmice não é do amor. A mesmice é de quem ama.

Não é possível esgotar tudo de nada. Não existe o máximo do orgasmo. Sempre podemos mais de quem amamos. Não podemos porque achamos que atingimos o ápice. Não existe ápice!

Por falta, o amor não acabaria nunca. O problema é que carregamos a ilusão de que já deu o que tinha que dar. Ainda que vivêssemos mil vidas não esgotaríamos tudo de quem amamos.

Nunca ache que você sabe tudo de quem você ama. Ninguém sabe tudo de nada. O sentido de tudo é que tudo não existe.

Sempre é possível uma pegada, um beijo, uma penetrada e um orgasmo diferente.

O que destrói o amor é arrogância!

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O QUE FAZER COM A ANGÚSTIA?

Evaristo Magalhães – Psicanalista
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Somos seres de ligação. Deixamos de existir – exatamente – quando perdemos a capacidade de fazer ligação.

Com o que podemos ligar nossas angústias? A psicanálise diz que podemos ligá-las com as palavras. No entanto, é possível apreender toda a angústia pela palavra? Não. Não sabemos de onde viemos e nem para onde vamos. Vamos envelhecer e vamos morrer. Isso é sem ligação. Ou seja, há um quantum de angústia que temos que saber-fazer com ela. Esse é outro caminho que a psicanálise nos aponta: agir bem com a angústia. É suficiente? Não.

Por fim, a psicanálise nos diz de um último caminho: amar a própria angústia. Sem ser masoquista, é claro!

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