PESSOAL, sábado, 18/11, discutirei sobre Arte e Psicanálise, junto com a Frente Nacional Contra a Censura – Palácio das Artes, 16:30. Venham todos!

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O QUE É A LIBERDADE HOJE?

Quem dera se tivéssemos cem por cento de garantia. Sempre chega uma hora em que as coisas não funcionam como calculamos. É nesse momento que deixamos de ser o que a sociedade quis que fôssemos e temos a oportunidade de ser quem somos. É quando tudo falha, que descobrimos a nossa verdadeira essência. É no vácuo que descobriremos a verdade do caráter de uma pessoa. Quando não há palavras, só nos resta agir. Espera-se que não façamos besteira. Não haveria nada de errado, se tudo já estivesse previamente calculado. Ocorre, que estamos em um tempo onde grande parte das ferramentas, que antes tínhamos para nos guiar, estão caindo por terra. Deus já não é mais o mesmo. As leis já não possuem tanta legitimidade. Os pais já não são mais os mesmos heróis de antes. Sem garantias, os indivíduos estão no vácuo e não estão sabendo o que fazer com isso. O problema é que o passado é uma roupa que não nos serve mais. Existe saída? Sim. Lutamos muito para nos desgarrarmos das amarras do excessivo disciplinamento da sociedade machista, branca e heteronormativa. Isso significa que podemos fazer tudo o que quisermos? Sim. Com a condição de que nos responsabilizemos pelos nossos atos. Responsabilizar é agir sem colocar em risco o direito de poder continuar agindo. Sejamos livres: isso é ótimo. Porém, sejamos livres com a condição de mantermos sempre viva essa liberdade que tanto desejamos. 
Evaristo Magalhães – Psicanalista

SOBRE A VIOLÊNCIA NO CAPITALISMO…

A ideia embutida nesse nosso capitalismo tupiniquim é a de que o indivíduo resolva por si mesmo. O abastado entende que o pobre não pode usufruir do dinheiro público, uma vez que ele não participa da montagem deste. Prepondera a ideia equivocada da meritocracia. Se o rico conseguiu a partir de seus próprios esforços, por que qualquer um não poderia conseguir? Ora, sabemos da impossibilidade da reação de uma pessoa vivendo em extrema miséria, sem subsídio e sem qualquer qualificação, para iniciar ainda que seja um pequeno negócio qualquer. Essa pessoa não terá outra alternativa, a não ser sobreviver pela violência. Herbert de Souza dizia que uma pessoa com fome, podia agir como quisesse, uma vez que estando faminta, ela já teria perdido toda a sua dignidade. Não creio que os mais abastados estejam degradando o nosso tecido social com a intenção de fazer progredir a nossa economia. Creio muito mais na intenção de lavar as próprias mãos de suas culpas por essa nossa desigualdade tão grotesca. Acho que tudo isso é mais uma tentativa de fazer com que os miseráveis resolvam por si mesmos, mas da seguinte maneira: morrendo de fome, se matando entre si ou sendo dizimados pela polícia. É muito assustador tudo o que está acontecendo nesse país. 
Evaristo Magalhães – Psicanalista

POR QUE VOCÊ SOFRE TANTO QUANDO ALGUÉM TE REJEITA?

Imagina uma situação que poderia te levar à loucura: a traição do amor da sua vida, a perda de um familiar muito querido ou a demissão injustificada de um trabalho que você estaria adorando desenvolver. São situações que abalariam – por completo – a estrutura psíquica de qualquer pessoa. No cotidiano, reagir com surto, pode nos levar direto para o hospital psiquiátrico ou para a prisão. Fora a mancha que ficaria encrostada em nossa moralidade e em nosso emocional. De certa maneira, todas as queixas que aparecem nos divãs, estão relacionadas com essas questões. As pessoas nos procuram, geralmente, porque estão ao ponto de fazerem uma besteira – uma vez que não estão sabendo lidar com situações desse tipo em suas vidas. O diferencial do que acontece na vida para o que acontece nas seções de psicanálise, é que, nestas últimas, o psicanalista coloca seu paciente no limite de seus amores, no limite de seus vínculos familiares e no limite de suas expectativas profissionais. A diferença é que lá fora enlouqueceríamos e, em uma análise, isso não aconteceria. Por que? Supostamente, nosso psicanalista já possui essas questões resolvidas em si mesmo. Ou seja, ele já sabe o que fazer com isso. É óbvio que não existe solução universal para os traumas psicológicos. Todo trauma é vivenciado de modo – absolutamente – singular. O analista, nesse contexto, é a prova viva de que é possível um saber-fazer com o trauma. O bom de fazer uma psicanálise, é que esse profissional nos acompanha em nosso saber-fazer com nossas questões. Se, para ele, é possível, por que não seria para o outro? Resta saber o que preferimos: descobrir nosso modo próprio de lidar com nossas questões ou ficarmos à deriva dos nossos impulsos – pondo risco a nossa vida, a vida dos outros e a nossa própria sanidade mental.
Evaristo Magalhães – Psicanalista

POR QUE DEVERÍAMOS CONSULTAR UM PSICANALISTA?

Imagina uma situação que poderia te levar à loucura: a traição do amor da sua vida, a perda de um familiar muito querido ou a demissão injustificada de um trabalho que você estaria adorando desenvolver. São situações que abalariam – por completo – a estrutura psíquica de qualquer pessoa. No cotidiano, reagir com surto, pode nos levar direto para o hospital psiquiátrico ou para a prisão. Fora a mancha que ficaria encrostada em nossa moralidade e em nosso emocional. De certa maneira, todas as queixas que aparecem nos divãs, estão relacionadas com essas questões. As pessoas nos procuram, geralmente, porque estão ao ponto de fazerem uma besteira – uma vez que não estão sabendo lidar com situações desse tipo em suas vidas. O diferencial do que acontece na vida para o que acontece nas seções de psicanálise, é que, nestas últimas, o psicanalista coloca seu paciente no limite de seus amores, no limite de seus vínculos familiares e no limite de suas expectativas profissionais. A diferença é que lá fora enlouqueceríamos e, em uma análise, isso não aconteceria. Por que? Supostamente, nosso psicanalista já possui essas questões resolvidas em si mesmo. Ou seja, ele já sabe o que fazer com isso. É óbvio que não existe solução universal para os traumas psicológicos. Todo trauma é vivenciado de modo – absolutamente – singular. O analista, nesse contexto, é a prova viva de que é possível um saber-fazer com o trauma. O bom de fazer uma psicanálise, é que esse profissional nos acompanha em nosso saber-fazer com nossas questões. Se, para ele, é possível, por que não seria para o outro? Resta saber o que preferimos: descobrir nosso modo próprio de lidar com nossas questões ou ficarmos à deriva dos nossos impulsos – pondo risco a nossa vida, a vida dos outros e a nossa própria sanidade mental.
Evaristo Magalhães – Psicanalista

VOCÊ É CAPAZ DE AMAR SEM AMOR?

Você pode até tentar encontrar um grande amor. Porém, não o procure com a possibilidade de tê-lo para sempre. Batalhe por outros motivos. Lute por outros motivos. Não batalhe achando que você vai conseguir. Não lute achando que, saindo vitorioso, todos os seus problemas estarão resolvidos. Ou encontramos um sentido de amar pela metade, ou não amamos. Ou damos conta de carregar conosco o que nunca chega, ou paralisamos de tudo. O amor não é para ser cativado. A ideia de evolução não tem sentido no amor. Ninguém progride no amor – como se estivesse chegando próximo de uma pureza amorosa. Aliás, nada desenvolve, sem levar consigo o que emperra o seu próprio desenvolvimento. Estamos morrendo enquanto estamos vivendo. Ninguém é só feliz no amor. Não existe felicidade sem infelicidade. Somos uma contradição sem solução. Somos dois ou mais, carregando um UM que não se desdobra. Não adianta fazer desse UM dois ou três. Ele é uma letra sem complemento. Ele não faz sentido. Ele impensável. Temos que saber fazer com ele. Temos que amar com ele – apesar dele negar o tempo todo o amor que mais queremos. 
Evaristo Magalhães – Psicanalista