NÃO EXISTE ESSA HISTÓRIA DE VIVER SÓ O AQUI E AGORA …

Evaristo Magalhães – Psicanalista
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Não é possível viver só do aqui e agora. Quem dera se pudéssemos eliminar os outros lados do nosso existir – e que achamos que não pertencem ao nosso momento presente.

Dizem que devemos só pensar coisas boas. Quem dera se isso fosse possível?! Na verdade, não existe coisa boa sem coisa ruim. Só conseguimos dizer do bom a partir do comparativo com o ruim. Portanto, nunca desgrudamos do ruim. É por isso que temos que ficar repetindo o bom – o tempo todo – para neutralizarmos o ruim.

Nesse sentido, posso ser isto, mas posso ter sido outra coisa, posso vir a ser outra e – certamente – em algum momento deixarei de ser o que quer que eu venha a ser.

É exatamente por isso que muitas pessoas têm obsessão pelo aqui e agora. Essa obsessão é, na verdade, uma tentativa de neutralizar isso que ela é – e que terá que deixar de ser em algum momento.

Na verdade, não existe o aqui e agora. Estamos sendo o que somos, o que seremos e o que deixaremos de ser.

Viver não tem lógica. Não é possível impor uma verdade à vida. Viver é contingente e contraditório.

Sofremos, porque queremos imprimir uma constância que não existe em nosso cotidiano.

Infelizmente, só sabemos da felicidade pelo regular. Isso não é felicidade. A alegria de viver precisa trazer consigo a vida em todas as suas tonalidades – inclusive a tonalidade sem cor que estamos nos tornando com o passar das horas.

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SOBRE AMOR, BELEZA E DINHEIRO …

Evaristo Magalhães – Psicanalista
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Nosso maior sonho é ter um grande amor? Ficar jovem a vida toda? Ganhar muito dinheiro?Não. Não é esse o nosso maior sonho.

Nosso maior sonho é encontrar um jeito de evitar o que já sabemos que vai acontecer.

No entanto, insistimos na salvação pelo amor, pela estética e pela conta bancária.

É como se usássemos tudo isso para não enxergarmos a verdade que nada disso poderá evitar.

E se amássemos sabendo que o amor não pode tudo? E se fôssemos jovens sabendo que não vamos envelhecer, mas que já estamos envelhecendo a cada segundo que passa? E se tivéssemos clareza que o dinheiro não compra tudo na vida? Amaríamos melhor? Aceitaríamos com mais tranquilidade quem – de fato – somos? Colocaríamos outros valores – e não o financeiro – como prioritários em nossas vidas? Creio que sim.

Agora, se você que continuar insistindo na felicidade pelo amor, pela estética e pelo dinheiro, então, se prepare para entrar nos antidepressivos.

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O AMOR NUNCA É SÓ LINDO …

Evaristo Magalhães – Psicanalista
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Encontramos um grande amor: um amor atencioso, carinhoso, cúmplice e confidente. Lindo, não é? Não. Nada é só lindo. Tudo tem vários lados. Nunca saberemos – ao certo – o que quer conosco uma pessoa que nos elege como sendo seu grande amor.

Portanto, há sofrimento quando não somos amados e há sofrimento – também- quando somos amados.

Esse sofrimento é ruim? Não. A questão é quando achamos que sabemos o que somos para o outro que nos ama. Nunca saberemos.

Não deveria ser surpresa nenhuma decepção amorosa. A culpa não é do outro que decidiu nos deixar. A culpa é nossa que acreditamos no amor como tendo um único lado.

Tudo na vida tem seu lado sofrido. Tudo na vida tem seu grau de incerteza. Lidar com essa imprevisibilidade é o único meio que temos para não sofrer.

É preciso ter muito cuidado com o que sentimos pelo outro. Quase sempre, esse sentimento é mais nosso que dele.

É a carência que detona com o amor. É desejo de completude que mina qualquer relação.

Todo amor é – também – faltoso. Sempre é possível ao outro encontrar amores melhores que o nosso.

A falta precisa ir junto do amor. É ela que nos ajuda a manter o pé firme na realidade – uma vez que amor cor de rosa só existe em filme de seção da tarde!

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POR QUE AS PESSOAS SURTAM POR AMOR?

Evaristo Magalhães – Psicanalista
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Não podemos achar que descobrimos a felicidade quando estamos amando. O amor não é a nossa verdade. O amor é um recurso que utilizamos como fuga – inicialmente da solidão.

Desse modo, quando amamos, precisamos nos ver nesse amor. Em cada amante o amor está tamponando algo – dele – que é anterior a este amor. É esse algo que é preciso saber de que se trata.

Portanto, muitas pessoas amam é a si mesmas – e não o outro – quando estão amando. Tanto isso é verdade, que quase enlouquecem quando seus amores ameaçam de não mais ocuparem esse lugar de tampão de seus dramas existenciais.

Somos essa nebulosidade enigmática. É ela que nos perturba, angustia e revolta. É, em detrimento dela, que namoramos, trabalhamos e divertimos.

Ela nos acompanha em toda a nossa existência. Nunca nos livraremos dela. Desse modo, podemos perder tudo o que achamos que pode suprimí-la – inclusive o amor.

Portanto, só deveríamos amar depois de nos darmos conta do uso que estamos fazendo dos outros para resolver questões que são nossas.

O outro não pode ser – por mim – quem não sou. Não posso amar sem saber de mim. Não posso levar minhas loucuras para os meus relacionamentos.

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O QUE A PSICANÁLISE TROUXE DE BOM PARA A HUMANIDADE?

Evaristo Magalhães – Psicanalista
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A psicanálise faz associações? Sim.

Na sociologia, é possível precisar a vinculação da concentração da riqueza com o aumento da miséria. Na medicina, é possível isolar em laboratório os agentes causadores de muitas doenças. Na psicologia, não há dúvida de que é preciso reorganizar o eu dos pacientes diante de determinadas situações traumáticas.

Já, na psicanálise, as associações não são dessa natureza. Ou seja, os agentes causadores não são exteriores aos sujeitos. A psicanálise não parte de uma palavra para outra, mas de uma palavra para nenhuma outra palavra. Ou seja, na psicanálise, o agente causador não é algo que possa visto ou – sequer – nomeado. No divã, o paciente é convidado a se voltar para o que de si é puro vazio.

As ciências não são sem objeto. Nesse sentido, a psicanálise se coloca diante das ciências como aquela que trata do que em nós é sem objeto. O objeto da psicanálise, nesse caso, seria a angústia. É por isso que o silêncio do analista é a base do sucesso de todo tratamento psicanalítico.

O que faremos quando nos depararmos com esse vazio que nos angustia? É de cada um. Espera-se que cada um faça bem feito com o seu.

O lugar da psicanálise é o de nos propiciar inventar sobre quem não somos.

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O QUE É FANATISMO?

Evaristo Magalhães – Psicanalista
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Só sabemos das coisas pelas palavras. No entanto, não existe a palavra da palavra. O fato é que vamos emendando uma palavra na outra sem sequer sabermos – ao certo – aonde queremos chegar. Não paramos em uma palavra porque ela – também – pode não ser exatamente o que gostaríamos de dizer.

É isso que nos causa ansiedade, angústia, medo e pânico. Não sabemos lidar com os aspectos contingentes e contraditórios da vida.

É por isso que certas pessoas tomam determinadas palavras como se fossem coisas ou verdades prontas e acabadas. Como isso não é possível , quanto mais vão se deparando com as ambiguidades, mais vão enlouquecendo em seus fanatismos.

Não é por suas supostas verdades que essas pessoas ficam agressivas e autoritárias. O que não suportam, é o fato de não ser possível grudar palavras em seus abismos pessoais.

Essas pessoas querem uma sociedade padronizada e imutável porque uma sociedade livre é, para elas, a possibilidade de vivenciarem suas próprias liberdades. Nesse sentido, cabe-nos perguntar: que liberdade seria essa que não pode ser exercida socialmente?

Todo fanatismo é uma espécie de recalque da perversão.

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POR QUE SOFREMOS POR AMOR?

Evaristo Magalhães – Psicanalista
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Se pedirmos, qualquer pessoa sabe definir o amor. Ou seja, qualquer pessoa quando explica o que entende por amor, cria um limite, faz uma demarcação desse sentimento. Portanto, coloca umas coisas para dentro e deixa outras de fora.

Vamos supor que o que foi colocado para dentro seja a verdade e o que ficou de fora seja a mentira. Doce ilusão!

É por isso que muitos sofrem ou enlouquecem por amor.

O que deixamos de fora é – também – amor. Ainda que venha a perturbá-lo ou até colocar um fim nele.

Não podemos esquecer que antes de projetar em alguém o amor que acreditamos, esse amor está direcionado à uma pessoa específica. E, sendo uma pessoa, ela não deixa de ser livre porque está conosco. É aí que o amor que deixamos de fora poderá avançar para dentro do círculo que inventamos como sendo tudo do nosso amor.

Não podemos esquecer que o outro pode encontrar amores ainda mais amáveis que o nosso. Não podemos esquecer que o outro pode nos deixar e decidir não se envolver com mais ninguém. Não podemos esquecer que o outro – como todo ser humano – é mortal.

É esse amor – que deixamos de fora – que precisa adentrar no que demarcamos como sendo amor. Só assim não sofreremos nunca mais!

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O QUE O PSICANALISTA ESCUTA?

Evaristo Magalhães – Psicanalista
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Não existe perfeição. Há o que é de cada um e que ninguém sabe suprimir.

Muita coisa conseguimos ligar com outra. No entanto, há algo em nós que é totalmente solto.

Quem dera se a religião soubesse o milagre, a ciência tivesse o antídoto e a filosofia tivesse a explicação para isso?! Ou seja, isso foge à todas as regras, tratamentos e teorias. Nem mesmo a ética e a moralidade sabem o que fazer com isso.

É com isso que a psicanálise lida. É isso que o psicanalista escuta.

Portanto, somos, também, compostos desse intransitivo, contigente e impossível.

No fundo, não é das pessoas que queixamos. Queixamos é disso que esperávamos que as pessoas resolvessem por nós.

Odiamos o outro para manifestar o ódio que sentimos pelo fato de sermos isso que não sabemos.

É por isso que o psicanalista sempre nos devolve às nossas queixas. O psicanalista nos recoloca de encontro ao que não damos conta em quem somos – e que acabamos descontando em quem não tem nada com isso.

O que vamos fazer com isso? O que vamos inventar aí? É de cada um. Uma religião particular? Uma filosofia pessoal? Uma ética própria? Por que não?

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VOCÊ CONSEGUE AMAR SUAS ANSIEDADES E ANGÚSTIAS?

Evaristo Magalhães – Psicanalista
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Não podemos fazer o que quisermos. Se fizermos, certamente, seremos punidos ou sentiremos culpa.

Não sabemos tudo. Ninguém sabe quem é o pai de Deus. Ninguém está seguro de onde veio e para onde vai.

Há realmente algo de muito nebuloso sobre nosso existir.

O que fazer com isso que não podemos? Jogaremos no corpo na forma de doença? Não.

Foi porque nos disseram o que podemos que nos disseram – também – o que não podemos. Se tudo pudéssemos, não haveria a necessidade dessa diferenciação.

Foi porque nos disseram que Deus existe que, inevitavelmente, resolvemos perguntar sobre a sua origem.

Tudo que somos leva ao que não-somos.

No entanto, quanto ao que não podemos, não resolve ficar ansioso, angustiado, depressivo, triste ou melancólico. Não resolve lutar contra.

Há outro modo de lidar com esse obscuro que não seja pelo pior ou pela dor? Sim. Ao invés de fugir, sofrer, temer ou brigar, podemos aprender a aceitar isso.

Por que temos sempre que começar pelo que podemos e sabemos? Por que não fazer o caminho inverso?

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