NÃO QUEREMOS SÓ O QUE SABEMOS …

É muito arriscado – no momento em que uma pessoa nos chega dizendo de um amor que ela acabou de conhecer – que desembestemos a dizer dos riscos e equívocos desse amor.

Alguém possui a verdade sobre o amor? Não.

Nossa existência é, quase toda, sem sentido. Ainda bem que podemos fantasiar ou imaginar coisas. Caso contrário, adentraríamos em quadros irreversíveis de depressão ou de melancolia.

Chamamos de julgamento de existência o ato de fantasiar ou de imaginar amores e objetos sobre a realidade. É isso que nos assegura de que estamos no mundo.

É certo que o amor não pode ser encontrado – o que não significa que ele não pode existir sendo permanentemente reencontrado.
Ou seja, o que não significa que ele não pode existir como uma forma contínua de reinvestimento.

Procurar pelo amor é, portanto, uma experiência que jamais terá fim. Será uma uma busca incessante para além de toda realização.

Portanto, o ato de imaginar e de fantasiar – existe em nós – exatamente a serviço de um prazer sempre buscado, mas nunca encontrado.

Equivoca-se quem acredita que ele pode ser encontrado e, equivoca-se, também, quem acredita que ele jamais será passível de existir.

Evaristo Magalhães – Psicanalista
Atendimento por vídeo chamada pelo WhatsApp: 31 996171882
Instagram:@evaristo_psicanalists

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s