NINGUÉM PODE SER FELIZ SENDO CANALHA NO AMOR …

Não podemos usar a desculpa de não existir amor perfeito para justificar o fato de que podemos errar no amor.

Não dá para ficar aprontando com quem se ama porque o amor – na prática – é impossível. Nada explica uma traição com base na ideia fajuta de que amar é um eterno aprendizado.

Também não dá para se iludir com os amores redondinhos dos filmes de sessão da tarde e das propagandas que romantizam a hipocrisia amorosa da tradicional família brasileira.

Nenhum amor suprime a humanidade dos amantes. Não há amor sem conflito e a monogamia é – sim – uma construção cultural.

Enfim, o amor é daquelas coisas que não podemos radicalizar nem para o lado do outro e nem para o nosso lado.

Ninguém pode achar que vale tudo no amor porque desconhece alguém que tenha conseguido amar sem deslizes. Também, não podemos fazer de nossos corpos um inferno em nome de uma ideia amorosa que precisa ser obedecida a ferro e fogo.

Temos que dar conta de amar sem usarmos a distância entre a teoria e a prática para justificar nossas canalhices e, temos que dar conta de amar, sabendo que seremos – o tempo todo – tentados a quebrar nossas juras de amor eterno.

Não é ruim esse antagonismo no amor. Não existe amor fora dele. O importante é dar conta de transitar bem nele.

Ninguém pode ser feliz no amor sendo cafajeste. É por isso que o amor universal – do respeito e do cuidado mútuo – é fundamental. Também, nenhum amor universal se sustenta renegando – o tempo todo – a realidade dos corpos amantes. É aí que a liberdade mostra a sua importância no amor.

Como dar conta de amar harmonizando o amor unificado da cultura com o amor desregrado dos corpos – e sem se machucar e sem machucar o outro? Eis a questão.

Evaristo Magalhães – Psicanalista
Atendimento por vídeo chamada pelo WhatsApp: 31 996171882
Instagram:@evaristo_psicanalista

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