TEMOS QUE AMAR QUANDO NÃO TEMOS …

Somos seres faltosos. Tudo traz consigo algum mistério.

Não existe felicidade completa de nada. Chega uma hora em que todo mundo cai no vazio quando começa a duvidar das escolhas que fez.

Tudo enjoa. Enjoa a ausência. Enjoa a presença. É normal oscilar entre amar e cansar do carro, da casa, do trabalho, das pessoas, dos filhos e dos amores.

Somos – sobremaneira – viciados em objetividade. Só conseguimos lidar bem com aquilo que possui alguma consistência intelectual ou material. Só conseguimos gostar do que nos reveste. No entanto, há algo mais para além de tudo – abstrato ou concreto – que acoplamos em nós.

É por isso que não existe ideologia perfeita. É por isso que nada se sustenta por muito tempo para o nosso desejo. Estamos o tempo todo incomodados com isso que nos amedronta enquanto falta.

Achamos que podemos encontrar alguma unidade pela ilusão da objetividade. Não podemos!

Sempre tem alguém que acha que pode objetificar tudo. Isso nunca foi possível – mesmo nas piores ditaduras.

Só sabemos gostar quando nos é pensável, visível e tocável. A questão é que tudo no mundo é muito mais do que pensamos, vemos e tocamos. Enxergamos e ouvimos só até aonde podemos enxergar e ouvir. Infelizmente, só sabemos angustiar e agredir quando somos apresentados a isso que nada sabemos e nada podemos.

Precisamos dar conta de amar – também- o vazio. Ele nos compõe. Ele é real!

Evaristo Magalhães – Psicanalista
Atendimento por vídeo chamada pelo WhatsApp: 31 996171882
Instagram:@evaristo_psicanalista

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