POR QUE OS AMORES CAEM NA ROTINA?

Evaristo Magalhães – Psicanalista
Atendimento online: WhatsApp 31 996171882

Nenhum livro tem a receita do amor ideal.

Tudo – religião, ciência e filosofia – zera quando duas ou mais pessoas se encontram para amar.

Portanto, não existe amor para sempre, constante e regular. Como somos imprevisíveis, só podemos definir o amor como sendo arte. Não uma arte original que quando concluída é fixada na parede. Mas, uma arte que caduca no exato segundo em que é concluída.

O outro pode daqui a pouco mudar toda a sua forma de amar. Isso não é porque ele é louco, bipolar ou desequilibrado e, sim, porque seu amor de agora nunca servirá para preencher qualquer vazio seu de depois: terá que ser um novo amor – ou outra coisa.

O outro não é contraditório: ele só está tentando se reinventar.

Tudo o que fazemos é para transpor os vazios a que somos acometidos. Ocorre que o vazio sempre retorna no exato momento em que achamos que o abocanhamos com o que fazemos. O vazio é intransponível.

Portanto, não existe essa história de que hoje sou feliz e, por isso, estou garantindo de que serei feliz o resto da vida.

Qualquer felicidade zera no mesmo instante em que foi vivenciada. Jamais saberemos o que virá depois disso.

Desse modo, só consegue se dá bem no amor quem é capaz de amar todos os amores possíveis.

Aliás, só consegue ser feliz no
amor quem é capaz de criar novas formas de amar o tempo todo.

Fora isto, não é amor. É rotina!

Instagram:@evaristo_psicanalista

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