O QUE É AMAR PLENAMENTE?

 

Quando dizemos que o outro nos pertence, tomamos como sendo nossa apenas a parte que gostamos nele.

É por isso que sofremos ou brigamos por amor. Não é tão simples assim dizer que se tem alguém. Ter o outro é tê-lo inteiro. Assim, ninguém quer ter.

Ninguém é o só o que se vê. O amor é – também – um exercício de coragem. Todo mundo tem vários lados. O amor tem o incrível poder de nos fazer ver apenas o lado que queremos. Deve ser, por isso, que dizem que o amor é cego.

Se víssemos tudo, talvez não errássemos tanto no amor. 

Ter o outro, é dar conta de tê-lo até quando não pudermos mais tê-lo. Ter o outro é tê-lo, inclusive, em seu direito de não nos querer. Ter o outro não é fazê-lo de objeto, mas é tê-lo em toda a sua humanidade.

Ter o outro é tê-lo em seus defeitos  e em todas as suas perdas físicas, emocionais e intelectuais. É tê-lo jovem, idoso e finito.

Ao dizermos que alguém é nosso, não é no sentido de que podemos fazer o que quisermos com essa pessoa. Ao dizermos você é meu ou você é minha, estamos dizendo, para nós mesmos, que somos – também – o outro no que não suportamos enxergar em nós mesmos.

Evaristo Magalhães – Psicanalista

Atendimento online: chamar in box

Instagram:@evaristo_psicanalista

Twitter:@evaristopsi

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s