O QUE É AMOR PLENO?

Quando dizemos que alguém nos pertence, tomamos como sendo nossa apenas a parte que gostamos nessa pessoa.

É por isso que sofremos ou brigamos por amor. Não é tão simples assim dizer que se tem alguém. Ter o outro é tê-lo inteiro. Assim, ninguém quer ter.

Ninguém é o só o que se vê. O amor é – também – um exercício de coragem. Todo mundo tem vários lados. O amor tem o incrível poder de nos fazer ver apenas o lado que queremos. Deve ser, por isso, que dizem que o amor é cego.

Se víssemos tudo, talvez não quiséssemos ninguém. Em contrapartida, ficaríamos sem o lado do outro que tanto nos agrada.

Ter o outro, é dar conta de tê-lo até quando ele não quiser ser mais nosso. Ter o outro, é tê-lo, inclusive, em sua liberdade. Ter o outro, não é fazê-lo de objeto, mas é tê-lo em toda a sua humanidade.

Ter o outro, é tê-lo em seus defeitos e contradições e em todas as suas mutações físicas, emocionais e intelectuais. É tê-lo jovem, idoso e finito.

Ao dizermos que alguém é nosso, não é no sentido de que podemos fazer o que quisermos com essa pessoa. Ao dizermos você é meu ou você é minha, estamos dizendo, para nós mesmos, que somos – também – o outro no que não suportamos enxergar em nós mesmos.

Evaristo Magalhães – Psicanalista

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