POR QUE AMORES ABUSIVOS?

Quem não gostaria de saber de si? Quem não gostaria de descobrir seus verdadeiros sentimentos? Quem não gostaria de saber de onde veio e para onde vai? Quem não gostaria de entender os motivos de envelhecer e de morrer? Quem não gostaria de ter uma explicação concreta sobre a vida? Ninguém tem.

Não há objetividade no existir. É por isso que deprimimos e angustiamos.

Muitos não dão conta e tentam buscar fora de si algo que compense essa insegurança dentro de si. Tentam amenizar no outro a angústia de não saberem de si, de seus sentimentos e de suas existências.

Muitos não conseguem viver nesse vácuo. Para não enlouquecerem, tentam preenchê-lo com compulsão por compras, drogas ou pessoas.

De todas essas compulsões, a terceira é a mais comum: o amor possessivo. Essas pessoas, na impossibilidade de lidarem com seus vazios, usam seus amores como amortecedores de suas angústias.

Por se tratar de algo insuportável, que não tem cura e que se encontra presente vinte e quatro horas por dia, essas pessoas necessitam que seus amores estejam a seu dispor o tempo todo como uma espécie de tampão de suas agruras existenciais.

É como se necessitassem – dentro de si – de algo concreto para existir. Como esse concreto não existe, buscam – fora de si – algo que faça essa função. Daí, objetificam seus amores impondo uma relação de dependência extrema que – certamente – não acabará bem.

Evaristo Magalhães – Psicanalista

Instagram:@evaristo_psicanalista

Twitter:@evaristopsi

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