GOZAMOS OU ENLOUQUECEMOS …

Temos nossos corpos – que  não deveriam ser objeto de descarga de frustrações. Muito pelo contrário, deveríamos preservá-los como contraponto de tudo de ruim a que somos expostos.

Contra as mazelas do mundo, só podemos coletivamente. Mas, mesmo com todas essas mazelas, não  podemos perder de preservar nossa intimidade

Desse modo, não deveríamos fazer desabar nossa sexualidade enquanto o mundo está desabando lá fora.

Não sabemos de onde viemos e nem para onde vamos. Sabemos que envelheceremos e morreremos. Impossível não se sentir afetado pelos dramas sociais. No entanto, contra tudo isso foi nos dado um corpo para gozarmos do que não podemos.

Já estamos certos da finitude. As notícias que nos chegam nunca são as melhores. Imagina se, com tudo isso, não pudermos usufruir do que podemos sexualmente?

Quem é muito rico pode ter o privilégio de gozar sendo atravessado apenas por seus dramas existenciais. Aqui, no terceiro mundo, o desafio de gozar é ainda maior. Ou seja, temos que dar conta de gozar resguardando nossos corpos de seus enigmas constitutivos e, ainda resguardá-los da violência, da fome e da miséria.

No entanto, não podemos prescindir de gozar. Quanto ao mundo, não podemos tudo. Agora, quanto ao nosso prazer físico, podemos – sim – quase tudo!

 

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