VOCÊ – TAMBÉM – ESTÁ CORRENDO ATRÁS DE UMA FELICIDADE QUE NÃO EXISTE?

Na vida, uma coisa não deveria ser melhor que a outra. Ficar em casa não deveria ser pior – por exemplo – que ir à praia.

Comparamos compulsivamente porque acreditamos em uma vida plena, perfeita, paradisíaca, sem dor, angústia ou ansiedade. Nesse caso, ir à praia seria uma felicidade maior que ficar em casa. Doce ilusão! Viver assim é nunca viver porque ao chegarmos em frente ao mar nos damos que a nossa felicidade também não é a praia.

Tudo na vida deveria ser prazer: sem hierarquizações. Hierarquizamos porque acreditamos em superação, vitória, recompensa e sucesso.

Não estamos a caminho de nenhuma medalha. Não sairemos vitoriosos. Muito pelo contrário, estamos indo em direção ao nada. Desse modo, tudo o que fazemos e que pudermos fazer – independentemente de ser melhor ou pior – já é um ganho em relação à finitude.

Portanto, não deveríamos perder tempo desfazendo do que temos sobre algo que nunca teremos.

A pergunta deveria ser: o que estou fazendo para retardar o nada que me tornarei? Posso conhecer o mundo, é claro. No entanto, chega um momento que viajar – também – cansa.

Ficaremos infelizes porque cansamos de fazer as malas? Não. Usufruir de onde estamos deveria representar uma vitória sobre a finitude tanto quanto conhecer Paris. Se não usufruímos, é porque estamos atrás de uma felicidade que não existe. É uma pena!

Evaristo Magalhães – Psicanalista

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