NÃO EXISTE NARRATIVA PARA A MORTE …

Inventamos a hipnose, a regressão, o auto-conhecimento e o auto-controle. No entanto, nada disso deu conta de quem somos. Somos sem saber sobre nós mesmos.

Inventamos o amor, o céu, o poder, a estética, o dinheiro e os medicamentos. No entanto, nada disso responde a pergunta que nos é mais crucial: quem somos?

Não somos narráveis. Não existe intervenção eficaz sobre nós mesmos. É por isso que o psicanalista é silencioso.

Em se tratando de psicanálise, começamos a existir no exato momento em que termina tudo o que a humanidade inventou – até hoje – para se fazer existir.

Nossa qualidade de vida dependerá do que inventaremos sobre isso que nada e nem ninguém pode fazer qualquer coisa por nós.

Nada do que inventamos – até hoje – deu conta. Deve ser por isso que tantos estão depressivos ou desistindo de continuar.

Quem somos só depende de nós mesmos. A psicanálise começa exatamente no lugar onde colocamos o pior quando não sabemos fazer de outro modo com esse vazio que nos constitui.

Evaristo Magalhães – Psicanalista

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