NÃO EXISTE AMOR ETERNO …

Ao amarmos uma pessoa, precisamos nos perguntar pela base do nosso amor por ela.

Não será amor se a amarmos só por sua beleza física, por sua conta bancária ou por sua inteligência.

Nunca é amor quando o que nos completa é o que o outro tem concretamente.

Só é amor quando fazemos o outro cair em nosso amor. Ou seja, quando o amamos depois dele mesmo. Quando amamos no que ele não é e no que ele não possui. Quando o amamos em sua falta.

Lacan diz que amar é dar o que não se tem.

No entanto, só sabemos amar o que o outro é. É por isso que angustiamos, entramos em pânico ou ficamos agressivos quando ele falta.

Na verdade, quando o outro falta, esse problema não é dele. Deprimimos, porque a ausência do outro nos remete à nossa própria ausência.

Não sabemos continuar amando na falta porque não sabemos amar a nós mesmos em nossa própria falta.

É preciso amar o desamor. Nenhum amor é eterno!

Evaristo Magalhães – Psicanalista

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