SOBRE PESSOAS ARROGANTES …

Planejamos uma viagem, mas o lugar nunca é o que esperávamos. Preparamos uma comida, mas o sabor nunca preenche todo o nosso paladar. Nunca somos fotografados como gostaríamos – mesmo quando é a melhor luz, a melhor lente e o melhor fotógrafo.

Por que nunca é?

Há o que queremos deixar para trás, o que queremos jogar para debaixo do tapete, o que não queremos ouvir e o que não queremos ver.

No entanto, isso que não queremos é como uma carta que – mesmo quando a endereçamos para longe – ela sempre retorna para nosso próprio endereço.

Podemos fazer muita coisa com isso: viajar, conhecer restaurantes maravilhosos e tirar as mais lindas fotografias. No entanto, não podemos nos livrar disso que  resiste e volta: inteiro ou em pedaços, na gente mesmo ou no outro.

Isso tem seu próprio tempo, sua própria cor e seu próprio cheiro. Não adianta cobrir com flores, maquiar ou rezar.

Cada um terá que se a ver com isso – querendo ou não.

Tenho muita pena de quem se arvora em achar que pode passar sem isso.

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