TENHO PENA DOS ARROGANTES …

Não é primeiro saber para depois fazer. Não é o o saber que constitui o fazer.

É primeiro fazer para depois saber. É o fazer que constitui o saber.

Sofremos, porque queremos encaixar o saber no fazer.

O saber que temos só diz respeito ao fazer que tivemos.

Não é possível qualquer topografia do fazer. Ele é imprevisível.

Pode blefar tudo o que pensarmos para daqui a pouco.

Sofremos, porque não sabemos. Somos – infinitamente – menores que o próximo segundo.

Acumulamos coisas e teorias para nos assegurar do que – sequer – estamos certos de que virá.

Podemos ser sucumbidos pelo tempo. Ele reina absoluto sobre tudo e todos.

Ninguém está sobre o tempo.

Perdemos muito do hoje preocupados com o amanhã.

Esquecemos que o hoje que perdemos não volta nunca mais.

O que poderá acontecer? Como reagiremos? Ninguém sabe. Todo saber acaba no seu vivido.

Quanto ao próximo vivido, ninguém está seguro de que irá viver.

Tenho pena dos arrogantes.

Evaristo Magalhães – Psicanalista

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