POR QUE ATÉ OS INTELECTUAIS SUICIDAM?

Freud tratou do inconsciente. Por inconsciente, podemos compreender, o que não sabemos. Sabemos do que foi e do que está sendo. Não sabemos do que será?

O que será – quase sempre – nunca será como o que foi ou como o que está sendo.

O depois esgota tudo da memória. Por não conseguir nomeá-lo, Freud o chamava de coisa ou de isso.

Em se tratando de inconsciente, tudo o que aprendemos só tem valor de uso – prático ou estético – no exato momento em que aprendemos.

O inconsciente zera toda religião, toda ciência e toda filosofia. O inconsciente zera todo mestrado e todo doutorado. O inconsciente é ateu.

O inconsciente nos iguala enquanto raça, gênero e classe social.

O inconsciente é da ordem de um saber-fazer cem por cento original. É de um saber-fazer que começa e termina no ato que lhe diz respeito. É de um saber-fazer sem constância ou regularidade. É de um saber-fazer que não se acumula.

Impossível prever a próxima reação de quem quer que seja. Ninguém está a salvo.

Evaristo Magalhães – Psicanalista

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