O AMOR AINDA É – SIM – O NOSSO MELHOR ANTIDEPRESSIVO …

Deveríamos buscar o amor para além do que somos enquanto corpo e mente.

É por nos sabermos envelhecidos que o fantasma da morte nos apavora.

É por não sabermos tudo que nos é impossível prever o que poderá acontecer nos próximos minutos.

Deveríamos amar não só para nos excitarmos. O amor deveria ser algo que nos protegesse – de alguma maneira – do que mais nos atormenta.

Deveríamos crer que – por amor – estaríamos seguros das angústias que nos cercam.

Não deveríamos só beijar. Deveríamos procurar indícios de que quem nos beija possui qualidades que podem nos ajudar a viver com um pouco menos de medo.

O amor parece que desapareceu porque não estamos mais interessados em nossos dilemas existenciais.

Parece que o dinheiro, os antidepressivos, a estética e a medicina tomaram o lugar do amor.

Tocamos, beijamos e transamos apenas pela necessidade de extravasar nosso físico.

Até bem pouco tempo o amor nos demandava algo mais. Amávamos porque viver era angustiante – e a presença do outro nos tornava mais leves.

Não éramos só corpo. Éramos corpo, mente e sentimento. Conversávamos, olhávamos, sentíamos, convivíamos e amávamos.

Agora, parece que quando deprimimos não é mais o amor que buscamos como antídoto. Corremos para o shopping, para a academia ou nos entupimos de medicamentos.

Será que o amor perdeu o sentido? Será que teremos que ir ao fundo do poço para nos darmos conta de que o amor é – ainda – a melhor saída para aquilo que coisa nenhuma pode nos livrar?

Evaristo Magalhães – Psicanalista

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