NUNCA CORRA ATRÁS DO AMOR DE NINGUÉM …

 

O amor só é válido se for livre. Ninguém deve vir  por insistência. O outro deveria vir apenas quando seu coração palpita forte por nós ou quando nossa lembrança causa aquele friozinho gostoso nele.

E quando é o nosso coração que saltita e é a nossa barriga que gela pelo outro? E quando temos a sensação de que o outro não está na mesma consonância do que estamos por ele? Não adianta insistir. Não adianta ir atrás.

Não podemos forçar o coração de ninguém a bater mais forte por nós.

No amor, não é o nosso chamado o que deveria fazer o outro telefonar, mandar um zap e vir. É mais que isso. É o que despertamos nele. É o desejo, a saudade e o tesão por nós que nasceu – espontaneamente – nos sentimentos dele.

Existe ao menos um lado bom quando não insistimos: damos conta de  ficar sem o outro. Ou seja, damos conta da nossa solidão.

Não ir atrás é uma das maiores provas de amor próprio: é a vitória sobre a humilhação vencendo o ridículo da obrigação.

O bom é quando conseguimos conter nossos impulsos. O bom é quando damos conta de distanciarmos do que sentimos  para percebermos os sentimentos do outro por nós.

Ninguém pode se culpar por não ter sido amado. Por que não aconteceu? Não existe resposta. O problema é quando poderia ter acontecido – e estragamos tudo com nossas carências.

 

Evaristo Magalhães – Psicanalista

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