QUANDO O PODER SE TORNA PARANÓICO…

Freud acreditava na possibilidade de transposição do inconsciente para o consciente. Para tanto, ele inventou o conceito de elaboração psíquica. Ao elaborarmos nossas perturbações, não entraríamos em pânico, não angustiaríamos, não ficaríamos ansiosos e nem precisaríamos criar as chamadas doenças psicossomáticas.Portanto, elaborar é meio que tratar com inteligência algo que nos habita enquanto ignorância.Na impossibilidade de elaborarmos, ficamos amedrontados, loucos e paranóicos. Na ausência de alguma inteligência sobre nós mesmos, transpomos para o exterior nossos medos e temores.
Os ignorantes, em geral, perseguem, fora de si, algo que deveriam perseguir dentro de si mesmos.
Os paranóicos, na ausência da capacidade de autocompreensão, também, não compreendem quando são questionados ou pressionados por qualquer agente externo. Por limitação intelectual de si, passam a evitar todos que possam, de alguma maneira, vir a contradizê-los. A questão é quando, na impossibilidade de poder dialogar, este mesmo agente externo, resolve mostrar, no prática, as contradições do paranóico. Daí, tudo pode acontecer.É por isso que o acesso à palavra, ao diálogo e à argumentação sobre si e sobre o mundo, é de fundamental importância para qualquer democracia. Fora isto, o poder só pode ser exercido pela força e pela ignorância. Evaristo Magalhães – Psicanalista
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