A RESPOSTA É DE CADA UM…

Do mesmo modo que encontro um anel que me serve, preciso encontrar uma palavra que caiba – minimamente – em meus infortúnios existenciais.

O pânico não deixa de ser um tipo de anel – meio apertado – que ajustamos em nossos enigmas.

Acho que é esta a serventia de um bom divã: propiciar traduzir quem sou. Melhor, me traduzir em uma palavra que me traga naquilo que nenhuma palavra que disponho consegue me trazer.

Não precisaríamos inventar doenças se as palavras que dispomos dessem conta de quem somos.

Posso ser considerado a pessoa mais poderosa, mais bonita, mais inteligente e mais rica do mundo. No entanto, nada disso me importa se eu não tatuar em mim algo que me faça prosseguir.

Não é o pior a dita feiura, a pobreza ou a ignorância. Pior é a dor de não saber de si.

Saber de si é uma exigência que atravessa a todos: ricos, pobres, brancos, negros, homens, mulheres, heterossexuais e lgbts.

Podemos encontrar respostas para todas as nossas necessidades físicas, intelectuais, emocionais e espirituais. No entanto, não suportaremmos viver se não tivermos algo que acalme nosso existir!

Evaristo Magalhães – Psicanalista

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