SÓ É AMOR QUANDO É VISCERAL …

 

Poucas vezes na vida somos nós mesmos. Uma – é quando nos envolvemos com alguém. Especialmente quando esse envolvimento é visceral.

Não existe amor intelectual. Amor é corpo, carne e sangue latejando. Só é amor quando colocamos nossas entranhas para funcionar.

Só é amor quando é o corpo que ordena. Só é amor quando arrepia, pulsa, estremece, pega, beija, lambe e transborda de tesão.

Não deveríamos tomar a palavra como prova de amor. Não é a palavra que nos assegura do amor de ninguém. Nenhum amor sai pela boca. É preciso que o corpo venha com a fala.

O amor é outra linguagem. Não é blá-blá-blá. É outra comunicação que passa pelo olhar, pelo gesto, cheiro, toque e paladar.

Viro outro quando amo. Tudo de mais meu entra nesse jogo.

Só é amor quando é o DNA que dita. Amar é como se um turbilhão de mim viesse à tona. Fora isso, não é amor.

Só se mente no amor de palavras – porque a fala pode ser manipulada. Ninguém mente quando está tremendo de tesão.

Quer saber se outro te ama? Observe como ele é na cama.

Se me faz pulsar, é porque sou eu. Se me faz salivar, é porque sou eu. Se mexe com minhas vísceras – não importa beleza ou conta bancária. Se não me causa frisson, não sou eu. Não adianta insistir, não vai acontecer.

Evaristo Magalhães – Psicanalista

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