POR QUE QUERO VIRAR UMA PLANTA?

A vida é feita de fluxos. Há fluxos que podemos interromper. Há fluxos que podemos alterar. Há fluxos que podemos amenizar.

No entanto, há fluxos que existem – e que desconhecemos. São os acasos.

Há o fluxo da política que só depende da vontade coletiva – o que não significa que não temos que dar a nossa contribuição para um mundo melhor.

Há fluxos que seguirão seu curso e independentemente da nossa vontade ou da vontade das ciência: vamos envelhecer e vamos morrer. Quanto a isso não adianta  entrar em pânico – e nem revoltar.

Para estes  inevitáveis fluxos, teríamos que seguir o exemplo das plantas. Você já reparou como uma folha segue o seu trajeto de nascimento, vida e morte? Ela não é alegre nem triste, inteligente ou ignorante, boa ou má. Ela – simplesmente –  é.

Portanto, sofremos porque queremos tudo controlar. Não é possível. No entanto, insistimos. Quanto mais insistimos, mais adoecemos.

Temos pânico do descontrole. Falta-nos calma, paciência e tolerância para o que não controlamos.

No entanto, não nos foi dada outra escolha. Não se trata de masoquismo. Trata-se de outro modo de lidar com o que não podemos.

E se aprendêssemos com as plantas? Elas apreciam apenas a vida e enquanto têm vida – sem qualquer preocupação com o que estão perdendo enquanto vivem.

Evaristo Magalhães – Psicanalista

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