A FELICIDADE DE CADA UM SÓ PODE TER O NOME DE RESPEITO ….

Seria ótimo se tivéssemos algo que resolvesse tudo por nós. Não temos. A ciência não resolve. A filosofia também não. A religião muito menos.

Lembrando que a ciência é feita de palavras. A filosofia e a religião também. Se não existe uma palavra final, como resolver?

Nunca é demais lembrar que a palavra da ciência é do cientista. A palavra da religião é do religioso. A palavra da filosofia é do filósofo. Ou seja, a palavra do outro não é minha.

Isto quer dizer que devo fechar os ouvidos para todos? Não.

Preciso tomar as palavras que me chegam apenas para confeccionar as minhas próprias. Dos textos que acesso devo criar os meus próprios textos. Para tanto, posso mudar as palavras de lugar. Criar novas frases. Novas letras. Novas expressões. Novos sentidos. Novas versões.

Portanto, não posso tomar o sentido do outro como sendo meu. Viro um ventríloquo. Preciso ser eu com minha própria língua. É óbvio que preciso me fazer entender – o que não significa que tenho que ser um igual. Ninguém é igual porque ninguém sente e ninguém pensa igual. A felicidade de todos só pode ter o nome de respeito mútuo.

Evaristo Magalhães – Psicanalista

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