NINGUÉM É COMPLETO …

Vivemos na ilusão de que para sermos felizes temos que buscar a completude. Daí, saímos atrás de alguém. Compramos coisas. Pesquisamos ideias. Adotamos crenças.

Estamos buscando a nossa felicidade de forma errada. Felicidade não é nada disso.

O amor não é nossa felicidade. Não existe o amor que nos completa. O outro não é uma coisa. Além do mais, as pessoas possuem desejos para além de nós mesmos.

Também, não nos completamos com as coisas. Muito menos nos completamos pelo pensar. Pensar é perturbador. Não existe o último pensamento.

Portanto, não se iluda, não existe o que te completa. A falta sentimental não é quantificável. As palavras não são as emoções.

A felicidade não pode ser a busca da felicidade. A felicidade não pode ser a angústia de nunca ser. Não pode ser felicidade viver toda uma vida na ansiedade de uma hora poder ser feliz.

Portanto, não existe o objeto da nossa felicidade. O melhor seria desistir de procurar? Não.

O melhor é tomar o que não temos não como uma infelicidade, uma tristeza ou uma melancolia. O melhor é tomar o que não temos como constitutivo nosso. O melhor é carregar o que não temos – sem querer suprimir ou cobrir com o que não tem cobertura.

Não possuímos a vida. Não temos poder sobre ela. Da vida, só podemos usufruir.

Só descobriremos a nossa felicidade no dia em que dermos conta de nos deliciarmos de tudo sem querer que tudo seja tudo.

Evaristo Magalhães – Psicanalista

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