DE QUEM É A CULPA PELO SUICÍDIO?

Precisamos ser plurais porque a verdade não existe. Ninguém está seguro. Nem mesmo os mais religiosos estão cem por cento certos de suas crenças.

Não existe sociedade perfeita: somos feitura constante.

Na ausência de um universal, temos que diversificar. Se os adultos não sabem, como podem exigir das crianças e adolescentes?

Há um vazio em tudo. Não se pode mentir quanto a isso. O que vem depois de Deus? Ninguém sabe. É por isso que tantos surtam.

Querem nos impor como se fizesse sentido. Não faz. Há lacunas. Há mais perguntas que respostas.

A saída para o suicídio está em incentivar as reinvenções.

Não dá para viver só de ilusões. Faz parte desiludir-se. Não fomos ensinados a inventar quando tudo falta.

É só na medida em que cada um desenvolve o sentido de si que o mundo pode virar uma enorme bricolagem existencial. Mesmo assim não será completo.

É por isso que não podemos barrar ninguém de recomeçar no ponto de seu próprio limite.

Não importa a forma. Importa é que as pessoas dêem continuidade às suas existências. Pode ser pelo corpo, pelo intelecto, pelo sexo ou pela rebeldia. Pode ser por qualquer coisa que faça com que a pessoa estabeleça algum laço com a vida e com o mundo.

Evaristo Magalhães – Psicanalista

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