QUAL A GRANDE ILUSÃO DA VIDA?

Quem não gosta de receber a notícia de um emprego bacana, um grande amor ou a viagem dos sonhos?! O problema é quando confundimos querer ter com ter que ter. Por isso é bom, de vez em quando, tomar um chá de realidade.

Não podemos contar com o que ainda não temos. Não podemos achar que já temos sem ter. Não podemos achar que temos que ter.

Sempre podemos mais. Daí, traçamos uma meta, despedíamos tempo e gastamos fosfato. Vamos sendo envolvidos pelo que ainda não é, achando que já é ou que será de qualquer maneira. Quase deliramos. Perdemos a noção do que somos. Misturamos quem não somos com quem somos e quem nem sabemos se seremos com quem somos.

Quanto mais não somos, mais ansiosos ficamos. Viramos seres angustiados pelo que ainda não é. Nosso peito contrai, a boca seca, dormimos mal e ficamos irritados. Vivemos em um círculo vicioso de frustração e expectativa.

Adoecemos porque vivemos de uma felicidade futura que poderá nunca vir a ser. Neste momento, é bom tomar uma injeção de realidade. É bom acordar.

Nossa infelicidade não está em quem somos. Somos infelizes porque não sabemos dosar quem somos com quem gostaríamos de ser. Achamos que tudo podemos.

Parece que estamos certos de que a nossa alegria vai chegar pelo zap ou por algum aplicativo de relacionamento. Deve ser por isso que não desgrudamos os olhos do celular. O mundo virtual nos detonou do mundo real.

No entanto, o que de fato somos? Não é o mundo real?

Evaristo Magalhães – Psicanalista

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