DE QUEM É A CULPA QUANDO O AMOR ACABA?

Colocamos a culpa no sapato quando é o pé que dói. Não damos conta de olhar – sequer – para o nosso próprio pé.

E quando o amor fracassa? Assumimos nossa parcela de responsabilidade? Não. Quase sempre nos vitimizamos.

Como alguém pode admitir que teve culpa por ter levado um fora? Como alguém pode admitir que perdeu por ter amado demais? Como alguém pode admitir ter culpa por ter sido traído?

Não posso me colocar fora do que me acontece. Tudo o que me acontece diz muito de mim.

O amor não é uma coisa fixa, constante e regular. O amor pode ser amor e pode ser uma infinidade de outras coisas – inclusive dor e sofrimento.

Uma pessoa muito dedicada pode ser catastrófica. Existe medida ideal para o amor? Não. Por amor posso sufocar quem eu amo.

Há quem ame – exatamente- para não ser amado. Como assim? Tudo demais – no fundo – é de menos.

A questão é que quase nunca sou eu e, sim, o outro.

Tenho que me ver. Imagina ter que olhar para mim se já me é difícil olhar para o meu próprio pé?

Evaristo Magalhães – Psicanalista

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