QUANDO O AMOR É CAPAZ DE MATAR …

Quanto maior amor, maior o a carência. Quanto maior a carência, maior a obsessão. Quem ama assim, não ama uma pessoa, e sim, um pai, uma mãe ou um salvador. Esse amor é muito infantil. Um amor sem noção. Um amor sem razão. Um amor intrauterino, orgânico, visceral, grudado. Um amor que não separou. Um amor impulsivo e reflexo. Um amor que persegue, grita, xinga, agride e pode até matar – porque não adentrou no mundo da cultura e, por conseguinte, no mundo da dubiedade das palavras. Um amor que quer saber, ver, ouvir e tocar tudo. Um amor de mãe que fez-se absoluta. Um amor que quer suprir alguém que esqueceu de apresentar a ausência. Nesse amor, a falta dói na carne, no sangue, na genética e no DNA. A palavra não conecta a perda. É a biologia que dita as regras. Este é o amor da Suzana Richthofen, do casal Nardoni e do ator Guilherme de Pádua. Ainda bem que deus não desaponta.

Evaristo Magalhães – Psicanálise

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