QUANDO O AMOR É CAPAZ DE MATAR …

Por detrás de um amor obcecado tem sempre um amor mórbido. Como é esse amor? Não é um amor conceitual. É um amor-coisa porque não admite o contraditório.

A coisa é como é. Já – a palavra – pode ser interpretada de diversas maneiras.

Não pode acabar bem um amor coisificado. O melhor é o amor simbolizado porque admite várias possibilidades.

Esse amor objetal é infantil porque ama grudado. Ele é sem noção e sem razão porque é alienado, intrauterino, orgânico, visceral e grudado.

É persecutório, agressivo e pode até matar – porque não adentrou na dubiedade das palavras.

É um amor que funciona na base dos sentidos físicos – e não das abstrações. É um amor que toma o outro como coisa para o que de si não cabe qualquer concretude.

É um amor que sobra biologia e falta empatia e ética.

Nele a falta não dói na mente e nos sentimentos. A falta dói no sangue, na carne e no osso.

É por isso que – nele – não é o pensamento que comanda. É o corpo – com seus impulsos que são cegos e desgovernados.

Esse é o amor do doutor Jairinho, da Suzana Richthofen, do casal Nardoni e do ator Guilherme de Pádua.

Evaristo Magalhães – Psicanálise

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