NÃO SOU QUANDO PENSO …

Escutar não é ouvir. Não escutamos o outro. Escutamos o que o outro diz.

Escutamos o sentido. Daí, adentramos em um buraco sem fim.

É impossível ter cem por cento de clareza sobre qualquer coisa. É por isso que brigamos, angustiamos e ficamos ansiosos.

Queremos o outro pelo que ele diz e não pelo que ele sente.

Comemos amedrontados pelo teor calórico da comida. Há um sabor que é puro prazer. Pode acontecer de esquecermos o prazer de comer  e só focarmos na vilania do alimento.

Amamos temerosos de perder.  Contemplamos a natureza questionando sobre origem da vida.

Queremos entender a falta.

Buscamos o sossego e ao mesmo tempo nos torturamos.

Há algo no outro sem duplo sentido. Há – por exemplo – a beleza e a harmonia de seu timbre.

Em tudo há algo de completo para ser usufruído com plenitude.

Estamos tão preocupados com o sentido que esquecemos de saborear, cheirar, tocar e sentir.

Somos tão racionais que estamos perdendo a beleza natural de viver.

Não sofreríamos tanto se sentíssemos mais e pensássemos menos.

O pensar é infinito. O sentir é único.

Sou quando sinto. Nunca sou quando penso.

Evaristo Magalhães – Psicanalista

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