NÃO QUEIRA ENTENDER O AMOR …

Ao experimentarmos um determinado sabor dizemos que está uma delicia. É o máximo que conseguimos descrever desse nosso prazer. Ninguém consegue explicar a sensação do vento. Lembro de não ter nada a ver o meu mergulho na cachoeira com a explicação dada pela professora de biologia sobre a água. Gosto mais do timbre das vozes que das palavras proferidas. Podemos imitar, mas nunca explicar, por exemplo, o canto dos pássaros. Há muito mais para ver. Há muito mais para ouvir. Há muito mais para tocar. Bom é só ver, só ouvir, só tocar e só saborear. O pensamento quer ir além do ver, do ouvir, do tocar e do saborear. O pensamento faz mil do um de ver, do um de ouvir, do um de tocar e do um de saborear. Temos que ver, ouvir, tocar e saborear com zero de pensamento. A consistência é só ver, ouvir, tocar e saborear. Não é o que o outro diz que me enlouquece. Gosto é da sonoridade de como sua voz me adentra: leve, suave, gostosa. Esta é sua verdade. Isso ele não pode mudar. Todo mundo tem um jeito natural de colocar o tronco, os braços, as pernas, os olhos e a boca e que foge ao controle do intelecto. Ainda bem que tem hora que o pensamento some. Ainda bem que tem hora que não pensamos em nada. Ainda bem que tem hora que somos puro sentimento. É neste momento que nos conectamos com a verdade do mundo, das coisas, das pessoas, do amor e de nós mesmos.

Evaristo Magalhães – Psicanalista

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