COMO NÃO FICAR DEPRESSIVO?

Enquanto alguém falar, haverá psicanálise. Foi por isso que Freud resolveu escutar as histéricas. Porém, falar não é repetir.

Não somos as palavras que aprendemos – se assim fosse não sofreríamos, não ficaríamos ansiosos, depremidos ou angustiados. Quem dera se só o que sabemos desse conta de quem somos.

As palavras que aprendemos não são nossas.

Todo esse blá-blá-blá não resolve grande parte das questões que carregamos.

Fazemos psicanálise para inventar nossas próprias palavras. Quantos não passam a vida toda como insetos em volta da lâmpada repetindo as mesmas coisas?! Isto não é vida. Isto é covardia.
Falta-nos coragem para enfrentar o que mais nos perturba.

Penso que os discursos da ciência, da filosofia e da religião são deletados em nós todas as vezes que angustiamos.

Toda pessoa que se mata perdeu a oportunidade de criar a sua própria linguagem. Toda pessoa que se mata perdeu a oportunidade de ser ela mesma. Todo suicida é covarde de se reinventar por si mesmo.

Quando falta palavra, angustiamos. Quando falta palavra, experimentamos a loucura. No entanto, não existe ninguém que saiba tudo.

Todo mundo tem seus recursos próprios para lidar com seus vazios. Fazemos psicanálise para ampliarmos esses recursos. Caso contrário, não sairemos do mesmo lugar.

Evaristo Magalhães – Psicanalista

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