BOM MESMO É GOZAR A VIDA …

Associamos gozar com ejacular. Não é. Nosso gozo não é sempre tão gostosinho assim.

Gozar pode ter – também – um sentido negativo.

Somos perecíveis. Temos que dar conta de gozar disso – mesmo porque ninguém voltou para dizer que a eternidade existe.

A questão é como gozar com o que tanto tememos.

Mesmo sabendo que perderemos, insistimos em gozar da ilusão de que possuímos. É nesta insistência que blefamos.

É por isso que não gozamos. Aliás, difícil compreender porque insistimos tanto em gozar de negar o inegável.

Foi para isso que Freud inventou a psicanálise. O divã foi criado para nos ajudar sobre o que fazer com isto que nunca vai ser – e que não desgrudamos.

Só sabemos viver entre o nada do gozo e a busca de um gozo completo.

Insistimos em nos plastificarmos para negarmos que estamos envelhecendo. 

Nunca seremos amados como gostaríamos.

Só queremos gozar da beleza, do amor dos sonhos e da eternidade.

Não sabemos usufruir do agora. Só sabemos usufruir de uma vida que nunca será.

Gozar é saber-fazer de um gozo que não existe.

Espera-se que façamos bem feito!

Evaristo Magalhães – Psicanalista

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