AMORES TÓXICOS …

Quem disse que amor é só psicológico? É óbvio que muito do amor resolvemos refletindo.

Infelizmente, sempre buscamos um culpado. Porém, não há relação de um. Toda relação é de dois ou mais. É por isso que sempre há quem faça sofrer e há quem goste de sofrer.

Não obstante, as questões amorosas não se resolvem apenas pensando sobre a relação. O amor é – também – corporal.

Não só amamos. Mais que isso, experimentamos amar quando tocamos, cheiramos, olhamos, abraçamos e beijamos o outro.

Ao amarmos, algo desse amor encrosta, gruda e adentra em nós.

Toda relação de amor é mais que mental: é troca genética, troca de DNAs, de digitais e de fluidos.

Há algo mais que o emocional – e que fica. Deve ser por isso que o sofrimento amoroso é tão doloroso – e demora para passar.

Portanto, não basta só compreender as intempéries do amor – visando amortecer suas dores. É preciso levar em conta o que se passa – também – no corpo.

Existe tratamento para essa dor? Não conheço.

Para ela, só o tempo. Aos poucos, o próprio organismo vai se desafectando do cheiro, gosto e da textura que chegou e grudou em nossos sentidos.

Quando não vale muito a pena, o organismo se desintoxica rapidinho. Agora, quando é profundo, só o tempo mesmo.

Evaristo Magalhães – Psicanalista

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