NINGUÉM É – SEXUALMENTE – FODÃO ….

Não existe sexo pleno. Todo mundo fica com alguma pulga atrás da orelha quando transa. Todo sexo carrega alguma dose de medo e de culpa.

Nunca saberemos – ao certo – se fomos o que se esperava de nós.

Somos seres de linguagem. Impossível saber o que o outro está pensando. Fora que ainda tem o medo e a culpa.

Se seguimos os ditames, ficamos excitados com o proibido. Se praticamos o proibido, sentimos culpa e vergonha. Se seguimos as regras da boa educação sexual, ficamos felizes porque respeitamos a humanidade do outro. Se ultrapassamos essas regras, sofremos porque transformamos o outro em objeto do nosso gozo. Se transamos direitinho, somos caretas. Se soltamos demais, somos promíscuos.

Há os que perdem em prazer para ganhar em imagem. Há os que ganham em prazer e ficam com a péssima fama de piriguetes.

O maior problema do sexo não é com quem você transa. A questão é o que está acontecendo e o que pode acontecer.

Freud dizia que a sexualidade é perversa e polimorfa.

Não nos soltamos porque tememos a nós mesmos. Não nos soltamos porque o sexo não tem limites. Não nos soltamos porque tememos a nossa desumanidade no sexo.

Ninguém sabe – ao certo – o que fazer com seu sexo.

Vi recentemente uma reportagem de um clube de sexo – na Alemanha – onde quem quiser pode levar seu animalzinho.

Evaristo Magalhães – Psicanalista

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