MÃES NÃO DEVERIAM AMAR TANTO SEUS FILHOS …

Mães e filhos não deveriam se amar demais.

O amor seria bom se só fosse amor. Mas, não é.

O amor pode ser – também – desamor.

Não podemos misturar amor com desespero de perder.

Não adianta dizer que não pensamos o pior quando amamos.

Mães podem odiar seus filhos quando os superprotegem por insegurança suas.

Não é amor e, sim, desprezo impedir o outro de ser por si.

É porque só sabemos amar tendo, que odiamos tudo o que pode colocar em risco esse nosso jeito possessivo de amar.

No entanto, existe o dois, o três, o quatro e o infinito. Quantos não estão agora perdendo seus amores?!

Deveríamos amar – também – a possibilidade de não poder mais amar.

Olhamos só o amor – e esquecemos tudo que o atravessa.

Sempre perde quem muito ama porque perder é inevitável. Em algum momento, todos teremos que experimentar a despedida.

Quem tem medo de perder, ama mais esse medo que a própria pessoa que se diz amar.

Quem muito ama, esquece do amor que tem e ama torturando-se do amor que – certamente – não terá.

Deve existir um outro jeito de amar que não esse marcado pelo medo de perder.

Evaristo Magalhães – Psicanalista

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