A HISTERIA É INATA?

Não tenho dúvida: a histeria é inata. Tanto que tem gente que tira de letra um amor que partiu. Outros, quase enlouquecem. Quase morrem de tanto chorar e estribuchar. Vão atrás: se humilham e imploram por uma volta. Ligam trocentas vezes. Olham no zap o tempo todo à espera de um contato milagroso. Se a histeria fosse cultural, todo mundo surtava diante da perda de um grande. Todo desequilíbrio psicológico tem a ver com alguma disposição constitucional para tal. Nascemos meio loucos. Uma vez nascidos assim, seremos meio loucos para o resto de nossas vidas. Bom para quem tem uma constituição biológica propicia a não sofrer. Pobre de quem a hereditariedade não foi assim tão generosa. Somos como um cristal que possui uma lógica própria quando cai e quebra. É uma lastima quando o histérico sofre uma queda: é previsível como ele vai fazer para tentar juntar seus pedaços. Já, em outros, os cacos não são assim tão pirados. Como tratar essa disposição constitucional? Não há tratamento. A questão é a forma como vamos tomar – sem sofrer tanto – toda essa tragicomédia como parte da nossa existência.

Evaristo Magalhães – Psicanalista

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