NUNCA SEREMOS COMPLETAMENTE AMADOS …

Jamais seremos completamente amados, porque o amor que acreditamos não existe. Uma coisa é o amor que nos disseram e que pensamos existir. Outra, é o amor que vivemos e que achamos que nunca vale à pena – porque está sempre aquém do amor que sonhamos. Se o amor fosse genético, amaríamos conforme estivéssemos – biologicamente -programados para amar. Não é. O amor é uma invenção da cultura. Alguém deveria escrever – um dia – a história do amor. Não há dúvida de que pensamos menos no pior quando estamos amados. Não há dúvida de que ficamos menos ansiosos e angustiados quando alguém especial resolve gostar muito da nossa companhia. Ocorre, que isso não possui qualquer constância e qualquer regularidade para ninguém. Todo amor muda e todo amor pode acabar. O amor é um artifício. Creio que o amor está desaparecendo, não porque o mundo está acabando. Creio que o amor está desaparecendo, porque a humanidade está encontrando formas menos problemáticas de lidar com suas questões – que não essa da falsa ilusão pelo amor. Quem foi que disse que tenho que ter alguém para ser feliz?

Evaristo Magalhães – Psicanalista

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