PENSAR DEMAIS, BROCHA!

Quando você se entusiasmar por qualquer coisa, não faça perguntas. Não desvie do seu prazer de viver. Uma coisa é a alegria de viver, outra é o conceito da alegria de viver. O conceito é só uma opinião. A sensação de felicidade, não é uma opinião, porque o corpo todo vibra, estremece, pulsa e regozija. Quanto ao que pensamos, tudo pode ser duplicado ao infinito, sem nunca chegarmos à qualquer conclusão. Quanto ao que sentimos, tudo pode ser estendido até o ápice do gozo. Se pararmos para pensar, interrompemos o fluxo, desconcentramos da intensidade dos nossos sentimentos e brochamos. Saímos de um lugar vivo e pulsante e pulamos para outro frio e mórbido. O pensamento é o recalque dos sentimentos. Parece que pensamos para fugir de sentir. Ou pensamos ou gozamos: não há meio termo. Cada vez que penso, saio de mim. Quanto mais penso, mais distancio de mim. Morro quando me fixo em um só pensamento. O mundo não para. Quase nunca tempo e espaço são os mesmos. Basta abrir a janela para notar que o dia nunca é o mesmo. Não deveríamos nos preocupar com o que isso ou aquilo quer dizer. Isso ou aquilo não quer dizer nada. Isso ou aquilo é como é. Não adianta tentar imprimir qualquer coisa no que já é. Não vai colar. Melhor é viver, porque o tempo está passando e vai acontecer, quer queiramos ou não.

Evaristo Magalhães – Psicanalista

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