OLHAI OS LÍRIOS DO CAMPO …

Chega uma hora que deveríamos parar de pensar – porque pensar não tem fim. É por isso que a maioria das nossas perturbações vem da nossa mania de que podemos resolver tudo pelo pensamento. O que era para ser uma solução vira uma tortura. Começamos a pensar e não paramos. Começamos a pensar e não sentimos a vida. Começamos a pensar e não dormimos. Começamos a pensar e brochamos. Masturbamos, mas só mentalmente. Pensar é mesmo infernal – uma vez que não existe a palavra da palavra. Em busca do que está por detrás, passamos a vida toda sem saber o que está por detrás do detrás. O objetivo de toda conclusão é sempre abrir para novas possibilidades. Não há um ponto final. Portanto, não deveríamos buscar a nossa alegria de viver questionando o sentido da nossa alegria de viver. Deveríamos buscar o sentido onde não há sentido – como em uma piada onde o único objetivo é despertar prazer sem qualquer exigência de reflexão. Quase tudo na vida basta a si mesmo. Quase tudo na vida tem seu próprio fim. Olhai os lírios do campo. Eles não fiam e nem tecem. Eles – simplesmente – são.

Evaristo Magalhães – Psicanalista

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