POR QUE TEM TANTA GENTE SURTANDO?

Algumas perguntas deveriam ser execradas do nosso vocabulário. É porque perguntamos que ficamos angustiados e ansiosos. É porque perguntamos que perdemos o sono. É porque perguntamos que ficamos agressivos. Na verdade, são perguntas típicas de pessoas masoquistas. Não deveríamos perguntar porque não somos queridos – exceção para os casos em que temos culpa. Não deveríamos perguntar sobre o futuro. Não deveríamos perguntar sobre a velhice. São perguntas que – na certa – terminarão em angústia. Segundo Freud, respondemos no corpo (doenças) o que não damos conta de responder com o pensamento. Surtamos, quando o corpo não é capaz de responder. Há coisas que só existem para serem pegadas e carregadas – sem que saibamos o que estamos pegando ou carregando. Há coisas em que só podemos parar, ver, enfrentar e permanecer em silêncio. Há coisas pelas quais nada podemos fazer. Não são mistérios. Não são enigmas. Não são. Não é ser, é ter. Temos. Possuímos. Pertence-nos. Temos que nos arranjar com elas. Não é pelo pensar. Não é pela dor. Não é pela loucura. Qual caminho? Cada um tem que descobrir o seu. 
Evaristo Magalhães – Psicanalista

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