POR QUE A CLASSE MÉDIA NÃO RETORNA MAIS ÀS RUAS?

Essa reação conservadora da classe média é, no fundo, uma defesa psicológica para não admitir o quanto ela foi idiota quando saiu às ruas esbravejando o fim da corrupção na política. Agora, ela prefere correr o risco com bolsonaro do que admitir o quanto foi escrota ao se vestir com as cores da bandeira em defesa de um Brasil que nem ela mesma sabia do que se tratava. Estamos destruindo um país inteiro apenas por covardia de uma determinada classe. Por ser arrogante e cínica, essa classe jamais retornaria às ruas para não ter que dar o braço a torcer do quanto foi manipulada por um certo grupo que está menos interessado em sua ascensão e mais intencionado em fazer com que ela caia para a mesma condição de onde as classes mais baixas nunca deveriam ter saído. Por ser arrogante e cínica, essa classe jamais voltaria às ruas, uma vez que as pesquisas insistem em mostrar que Lula foi o que de melhor sobrou disso tudo. Só por uma questão de brilho, ela jamais facilitaria as coisas para a volta de Lula. Essa mesma classe, agora, prefere o fascismo que admitir o quanto os artistas e intelectuais estavam certos quando se colocaram contra esse golpe fajuto a que fomos submetidos. Quando ela odeia os artistas, no fundo, está odiando é a si mesma. Por uma questão de pirraça de uma determinada classe, estamos indo de volta para o fundo do fundo do poço. A imbecilidade dessa classe é tanta, que, agora, ela prefere dividir as rodoviárias e não os aeroportos com os mais pobres. Ela prefere ser a vitrine para a violência do contraste social – que voltou com força total – que assistir sua empregada doméstica melhorando de vida. Por covardia, essa classe, está nos jogando embaixo dos pés do pior do pior que sempre existiu na política brasileira. Por puro despeito contra um presidente que nos deu visibilidade internacional, essa classe vai nos enterrar de volta ao que de mais escabroso já vivemos. Estamos destruindo tudo o que de melhor conseguimos construir, em detrimento da vaidade de uma certa classe incapaz de se implicar no próprio erro e de admitir a burrada que fez quando saiu por aí esbravejando – inocentemente – tchau querida. Esse “tchau querida”, no fundo, era para ela mesma. Parece que essa classe média ou medíocre – finalmente – assumiu – na prática – o seu masoquismo e está levando uma população inteira junto com ela. 
Evaristo Magalhães Psicanalista

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