SOBRE A MORTE 

A felicidade, ao que tudo indica, é não esboçar qualquer reação frente ao que não tem solução. Sobre o inevitável, só nos resta carregá-lo sem saber de que se trata. Há o que não cabe qualquer saber. Há o que não cabe qualquer alegria. Há o que nenhuma dor esgota. Temos que ver sem querer perguntar pelo sentido. Temos que ver sem manifestar qualquer reação. É nosso e não sabemos porque possuímos. É nosso e sem nenhuma emoção. Não há o que fazer. Não há o que imaginar. Não há o que sentir. É gelado, disforme e incolor. Não tem gosto. Não é grande nem pequeno. Não é pesado nem leve. Não é fraco nem forte. Não é bonito nem feio. Não é bem nem mal. Nenhuma poesia descreve. Nenhuma pintura retrata. Nenhum conceito absorve. Nenhum deus explica. Não somos: temos. Evaristo Magalhães – Psicanalista

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