SOU EU QUE SOU TRISTE OU SÃO AS PESSOAS QUE ME FAZEM TRISTE?

Quando escutamos uma música, e ficamos tristes, a tristeza é da música ou é nossa? Quando perdermos um grande amor, e sofremos, essa dor é nossa ou do outro? Não existe música triste e ninguém nos faz sofrer. Não podemos atribuir nossas mazelas à nada e nem aos outros, chegaríamos a Adão e Eva, e ninguém seria culpado de qualquer coisa. A dor é de cada um. Sempre nos vitimizamos – para nos eximirmos do enfrentamento de nós mesmos. Que dor é essa? Ela não vem da música e nem de ninguém. Essa dor, que o altofalante atualiza, é de outra natureza. É a nossa dor de existir. Ou melhor, é a nossa dor de não existir. Ela é a tristeza do fato de que não temos domínio sobre nós mesmos. A questão é que não existe alegria capaz de conter essa dor. Não existe amor cem por cento seguro. Toda alegria acaba, e nossos amores podem partir. Podemos nos perder de nós mesmos a qualquer momento. O problema é que vivemos entre dois extremos: ou focamos na nossa alegria de viver e eliminamos a tristeza, ou focamos na tristeza e eliminamos nossa alegria de viver. Somos uns iludidos da superação da dor. Acreditamos na eliminação das contradições. Amar e perder são duas faces de uma mesma moeda, bem como felicidade e tristeza. Só sabemos do amor e da alegria: do desamor e da tristeza, pouco sabemos. Será que existe outra forma de não viver a perda como desamor? Será que existe uma outra forma de encarar a tristeza? Teríamos que pensar outras linguagens …

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