TODO MUNDO PRECISA TER VÁRIOS AMORES …

Não podemos ter um único amor. Só os loucos estão certos de seus amores. Estão tão seguros, que não suportam quando desamados – tanto que são capazes de matar por amor. O amor não pode ser um. A religião não pode ser só uma. Não deveria existir apenas um Grande Outro. Tudo que é único, termina mal. Não é assustador o que as torcidas são capazes de fazer quando seus times do coração são derrotados? Não seremos jovens a vida toda. Não somos eternos. Somos jovens ficando velhos. Estamos vivos e morrendo ao mesmo tempo. Na vida, nada é um. Tudo é dois, três, quatro, junto e ao mesmo tempo. É óbvio que não precisamos trocar amar a vitória por amar a derrota. Ninguém ama pensando em perder. Contudo, a vida não é oito ou oitenta. Não se trata de isso ou aquilo. Infelizmente, muitos só conseguem enxergar suas crenças com fanatismo. Muitos só conseguem amar apaixonados. Muitos não suportam a derrota, a velhice e a morte. Não podemos esperar coisa muito boa desses que não conseguem enxergar que tudo possui dois ou mais lados, e que nada é para sempre. O grande desafio da vida boa, não é achar que tudo pode ser pensado como uma matemática de resultado único. Na vida, as contradições não se resolvem. Não somos o oposto: temos o oposto. Carregamos o oposto. Temos que nos arranjar com ele. Espera-se que nos arranjemos bem. 
Evaristo Magalhães – Psicanalista

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