QUANDO NÃO É AMOR, E SIM, DOENÇA DE AMOR …

Pode ser amor telefonar quantas vezes quiser. Mas é amor passar grande parte do tempo no telefone com seu amor. Você pode passar dias, semanas e meses com quem você ama. Mas, não é amor se prejudicar – por exemplo – no trabalho por amor. Não é amor viver por amor. Ninguém pode se perder por amor. Podemos tudo por amor – com a condição de que suponhamos alguma ética nesse amor. O amor pode ser qualquer coisa, porém, qualquer coisa com o critério de não provocar dano a si ou a outrem. Não é problema passar vários dias pensando em seu amor. Não é patologia fantasiar, desejar ou gozar de um amor platônico ou não. Vale tudo por amor – com a condição de que seja por amor. Não é amor sufocar e obrigar o outro ao seu amor. Não se culpe por cheirar a roupa de quem você ama. Não se culpe por abrir várias  vezes as fotos que só você tem dele. Não se julgue por conversar sozinha com ele – como se ele estivesse presente. Regozije-se, se for por amor. Não é amor, perder o sono por amor. Não é amor, perder a fome por amor. Pode ser amor, ter insônia só de vez em quando por amor. Pode ser amor, até emagrecer um pouco por amor. Pode ser amor, até tomar um porre por amor. Não é amor se danar por amor. Esse é o critério: o dano. No amor tudo é permitido, desde que o próprio amor não seja colocado em risco de se perder. Não é amor agredir. Não é amor vigiar. Não é amor perseguir. Não é amor matar por amor. Não é amor, sofrer. Fora isto, vale tudo!
Evaristo Magalhães – Psicanalista

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