POR QUE ESCREVO LIVROS DE CRÔNICAS DE PSICANÁLISE?

Escrevo sobre o quê da felicidade não é bem felicidade. Escrevo sobre o quê do amor não é bem amor. Escrevo sobre o quê da vida não é bem vida. Escrevo não sobre o que já sabemos muito bem. Quero saber o que fazer com o que não sabemos. Da felicidade sabemos muito bem. Não sabemos é o que fazer com a tristeza. Do amor saboreamos quando estamos amados. Não sabemos é como nos arranjar quando estamos desamados. Da vida fazemos poesias, pinturas e partituras. Não sabemos é como tapear a morte. Ocorre que a infelicidade, a solidão e o morrer, são tão reais quanto a alegria, a companhia e a vida. Contudo, quero é jogar meu leitor nesse lugar que ele pouco suporta, e que é mais real que o que ele chama de realidade. Busco antecipar ao meu leitor – com as minhas crônicas – isso que ele – certamente – terá que prestar contas em algum momento. Busco fazer com que ele apronte-se – antecipadamente – para o inevitável. 
Evaristo Magalhães – Psicanalista

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