O AMOR NÃO DEVERIA EXISTIR

Sofremos porque cremos na felicidade pelo amor. Daí, queremos amor a todo custo.

Se não nos amássemos, não sofreríamos por querer a felicidade pelo amor. Colocamos o amor como parâmetro – como se fosse possível amar.

Sofremos por querer o que não pode ser medido.

Ao inventarmos o amor, inventamos o desamor porque hierarquizamos nossos sentimentos.

Tudo seria muito mais simples se não tivéssemos inventado o amor. Por amar somente o amor, criamos uma infinidade de pensamentos sobre a felicidade de amar.

Do amor sabemos até demais. Sabemos quase nada é disso que inventamos como sendo o contrário do amor. Ou seja, do desamor quase não sabemos. Na verdade, do desamor não é possível saber. Se assim fosse, ele deixaria de existir. Se não é possível um saber sobre o abandono, existe saída? Sim. A saída não é pela razão. Temos que inventar um saber-fazer sobre as dores e as infelicidades do nosso viver. Se do amor podemos nos conduzir por teorias, do desamor só podemos nos livrar pela ação. Do amor, usamos o pensar. Do desamor, usamos o corpo. O problema é que o saber a gente apreende. Agora, o fazer é de cada um. Espera-se que façamos bem feito …
Evaristo Magalhães – Psicanalista

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s