NÃO FUJA DA TRISTEZA: NÃO VAI ADIANTAR!

Não deveríamos enfeitar nossos mortos. Não deveríamos procurar amores substitutos. Não deveríamos colocar nada no lugar da tristeza. A angústia não é um ser que se define. A dor é um ter. Não deveríamos ir ao cinema porque estamos tristes. Podemos até ir, com a condição de levarmos a tristeza junto – mesmo porque não se trata de uma escolha. A dor é de viver: ela vai junto, queiramos ou não. Não deveríamos comprar uma roupa bonita para enfeitar nossa feiura. Nada cobre nossas verdades. Nada camufla nossas certezas. Temos duas alternativas: uma é abraçarmos nossos medos com outro linguajar menos tenebroso. Outra, é investirmos em nossa alegria de viver sem nos iludirmos dos buracos de dor que vão ficando nos intervalos disso que chamamos de felicidade. Ou seja, aprendermos a viver com nossos equívocos sem tomá-los como precipícios existenciais. 
Evaristo Magalhães – Psicanalista

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